PROMESSAS: não deixe que seus planos fiquem esquecidos no fundo de uma gaveta. Seja realista e muito persistente

Sidney Navas

PROMESSAS: não deixe que seus planos fiquem esquecidos no fundo de uma gaveta. Seja realista e muito persistente
PROMESSAS: não deixe que seus planos fiquem esquecidos no fundo de uma gaveta. Seja realista e muito persistente

Toda virada de ano, a maioria das pessoas aproveita para abandonar hábitos antigos e dar uma ‘guinada total’ no comportamento pessoal e profissional. Uns querem parar de fumar, enquanto outros apostam em dietas e na prática de exercícios físicos para melhorarem a qualidade de vida. Outros prometem ser mais dedicados no trabalho e ter mais paciência e tempo livre para a família e amigos, e por aí vai.

O problema é que muitas pessoas não conseguem cumprir tudo o que prometeram e logo desistem, aumentando a sensação de frustração e vazio. O pior é que isso é bem comum e dificilmente alguém tem êxito absoluto em ‘virar a página’ e recomeçar tudo de novo com a promessa de fazer tudo novo e diferente.

Os motivos para esse fracasso são vários, mas o principal deles é que uma boa parcela da população traça ‘metas inatingíveis’ ou então esperam alcançar os resultados num curto espaço de tempo, de uma hora para a outra. “Na verdade as promessas de ‘Ano Novo’ são compromissos consigo mesmo ou com os outros, e são, simbolicamente, uma tentativa de recriar o seu mundo, de recomeçar a vida abolindo o passado e apostando num futuro promissor, buscando um novo significado à maneira de viver a vida”, explica a psicóloga Lúcia Helena. Segundo a especialista, uma ‘lista menor’ e pensar bem sobre o que realmente é importante trazem uma nova possibilidade frente à vida, aumentando as chances de conseguir essas mudanças.

“É preciso antes de tudo estabelecer promessas palpáveis, possibilidades realizáveis, sempre com ‘os pés no chão’, pois isto envolve mudar hábitos enraizados e planejamento para sair da zona de conforto. É importante ser bem específico no que se quer, e elaborar metas a curto, médio e longo prazo, sem deixar de ser flexível quando necessário.

Acreditar e recomeçar sempre, passo a passo, lembrando que não existe mudança sem sofrimento”, completa. Ela lembra também que na visão de Carl Jung (psiquiatra e psicoterapeuta), a psique possui uma função religiosa, e o homem tem necessidade de dar sentido às coisas da vida. “Também temos o tempo profano e o sagrado”, observa. O importante é se esforçar e jamais esmorecer diante dos primeiros obstáculos e evitar que sua lista de promessas acabe no fundo da gaveta.