RC fecha 350 vagas na indústria no mês de julho

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Da Redação

O nível de emprego industrial em Rio Claro teve resultado negativo em julho. Levantamento feito pela Diretoria Regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) – composta por sete municípios – aponta variação negativa de 0,65%, o que representa que aproximadamente 350 postos de trabalho.

A redução foi mais acentuada que a registrada em junho, quando foram eliminadas 100 vagas (-0,21%). “No ano, temos um acumulado de 0,39%, representando um aumento de aproximadamente 200 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -1,86%, representando uma queda de aproximadamente 100 postos de trabalho”, informa a assessoria de imprensa do Ciesp.

De acordo com o órgão, o índice de nível de emprego na regional foi influenciado pelas variações negativas dos setores de Móveis (-2,53%); Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-1,41%); Produtos de Minerais Não Metálicos (-0,55%) e Produtos de Borracha e de Material Plástico (-0,39%). “Quando comparados os meses de julho dos anos de 2013 e 2014, temos um cenário pior, pois em julho de 2013 o resultado foi positivo em 0,81%”, destaca o Ciesp.

A exemplo de Rio Claro, a maioria das regionais (75% – 27 do total de 36) teve resultado negativo em julho. Apenas Araraquara (+0,61%), Matão (+0,47%), Indaiatuba (+0,44%); Osasco (+0,40%), Campinas (+0,29%), Santos (+0,08%) e Sertãozinho (+0,05%) apresentaram resultados positivos.

Os piores resultados foram verificados em Jaú (-5,56%), Santo André (-3,06%) e Presidente Prudente (-2,32%). Na região, o pior resultado foi registrado em Piracicaba, com variação negativa de -1,28%. São Carlos teve queda de -0,67% e Limeira de -0,26%. O resultado negativo foi geral: ABCD -1,20%, Grande São Paulo -0,53%, Interior -0,66% e o Estado de São Paulo -0,60%.

Os dados do Ciesp revelam que a indústria paulista demitiu 15.500 trabalhadores de janeiro a julho deste ano. Esse foi o pior patamar registrado desde 2009. As perspectivas futuras não são boas. O diretor do Depecon, Paulo Francini, acredita que o setor não deve recuperar o fôlego em 2015.

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