Polícia Federal confirma prisão em Santa Gertrudes durante a “Operação Tyrannos”

175

Antonio Archangelo/Coluna PolítiKa

O setor de Comunicação Social da Polícia Federal confirmou, na tarde de quarta-feira, 25, uma prisão realizada em Santa Gertrudes durante a “Operação Tyrannos”. De acordo com a Polícia Federal, superintendência de Belo Horizonte, os nomes dos presos não serão divulgados para a imprensa.

A operação desbaratou organização criminosa responsável por desvios no programa “Minha Casa, Minha Vida” na região de Manhuaçu/MG. Executores do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) são investigados por integrarem uma organização criminosa que teria praticado diversos crimes contra a Administração Pública, incluindo superfaturamento milionário em obras das unidades habitacionais destinadas à população da área rural.

As viaturas da Polícia Federal estiveram em Santa Gertrudes na terça-feira, dia 24 de novembro
As viaturas da Polícia Federal estiveram em Santa Gertrudes na terça-feira, dia 24 de novembro

Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva, seis mandados de prisão temporária, 19 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva, todos expedidos pela Subseção Judiciária de Manhuaçu, com a participação do MPF da mesma cidade. Cerca de 100 servidores federais estão cumprindo os mandados nas cidades mineiras de Durandé, Martins Soares, Governador Valadares, Belo Horizonte, além de Manhuaçu, e em Santa Gertrudes.

Os desvios apurados já ultrapassam um milhão e seiscentos mil reais apenas em Martins Soares e Durandé. Em pouco mais de cinco anos, a organização criminosa teria celebrado contratos totalizando mais de 56 milhões de reais para executar o PNHR em aproximadamente 25 municípios. A investigação criminal contou com o apoio da Controladoria-Geral da União.

“Os investigados responderão por peculato, falso testemunho, fraude processual, estelionato, ordenamento de despesa não autorizada, falsificação de documentos e organização criminosa, podendo alguns cumprir até 22 anos de prisão”, cita a Polícia Federal em nota.

Qual sua opinião? Deixe um comentário: