Orçamento municipal para 2015 é de R$ 698 milhões

86

Divulgação

O município de Rio Claro terá em 2015 um orçamento praticamente igual ao do ano de 2014. A peça orçamentária, entregue à Câmara Municipal no final da tarde de terça-feira (30) prevê R$ 698 milhões, apenas R$ 10 milhões a mais do que estabeleceu o orçamento de 2014.

“Diante das dificuldades que as prefeituras estão passando com a queda na arrecadação, queríamos reduzir um pouco mais este orçamento, porém não foi possível”, afirma o prefeito Du Altimari, acrescentando que a expectativa é realizar os serviços e obras que a cidade precisa, sem a necessidade de cortes no orçamento.

Altimari ressalta que a prefeitura precisa se adequar ao tamanho do seu orçamento e que isto é uma tarefa difícil diante dos inúmeros compromissos financeiros para a manutenção da cidade. “Medidas como a desoneração da linha branca e na fabricação de automóveis refletiram negativamente nas receitas dos municípios, que tiveram o fim da CPMF como outra dificuldade, pois era um dinheiro que entrava na saúde e que passou a ser providenciado pelas prefeituras”, observou.

No caso de Rio Claro, o município praticamente dobrou o índice de 15% exigido por lei em investimentos na saúde, devendo fechar 2014 com quase 30%, o que comprometeu recursos de outros serviços. O secretário de Economia e Finanças, Japyr Pimentel Porto, diz “a queda na arrecadação neste ano nos levou a um orçamento conservador para 2015”.

A entrega do projeto orçamento de 2015 foi feita na sede da Associação Comercial e Industrial de Rio Claro, que está sendo utilizada nas sessões da Câmara de Vereadores enquanto o prédio no Paço Municipal passa por reformas. Estiveram presentes o presidente Agnelo da Silva Matos Neto, os vereadores Anderson Christofoletti e Maria do Carmo Guilherme, os secretários municipais Gustavo Perissinotto (de Negócios Jurídicos) e José Renato Gonçalves (da Administração), e o chefe de gabinete Valtimir Ribeirão.

1 COMENTÁRIO

  1. Agora é torcer para que o orçamento de 2015 contemple com melhores aprimoramentos (receitas orçadas x despesas orçadas) e que as incorridas não extrapolem a arrecadação/repasses para que não se proporcione esse desconforto com fornecedores, funcionários, etc. Há ainda a se considerar que a economia estará em recessão com pouca recuperação, portanto as arrecadações oriundas de impostos (ISS) e outros que dependem de performance devem ser estimadas defensivamente e os desembolsos/custeios controlados de forma firme visando um equacionamento ótimo como é na iniciativa privada.

Qual sua opinião? Deixe um comentário: