Mulher morre após passar mal em quermesse

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Lucas Calore/Ednéia Silva – Atualização em 26/06

Uma mulher de 69 anos faleceu na noite de quarta-feira (24) após passar mal durante a missa na Igreja Matriz de São João Batista. O fato aconteceu por volta das 19h20. De acordo com informações da assessoria de imprensa da prefeitura, ela foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas chegou sem vida ao PSMI (Pronto-Socorro Municipal Integrado), para onde foi levada.

O fato causou comoção na cidade, principalmente entre as pessoas que estavam no evento, além de ser muito comentado nas redes sociais. Os internautas lamentaram o óbito e deram condolências à família. O corpo de dona Cleuza Chiaroto Fornazari foi sepultado nessa quinta-feira (25) no Cemitério Municipal São João Batista. Ela deixou duas filhas e três netos.

Em situações como essa, o Samu orienta as pessoas que estiverem por perto a chamar imediatamente o socorro médico. Enquanto isso, deve-se verificar o pulso central localizado no pescoço, próximo à traqueia. “Se não tiver essa pulsação, iniciar a compressão cardíaca para bombeamento do coração. Se a pessoa tiver pulso central, erguer suas pernas até a altura do joelho do socorrista e aguardar a chegada do atendimento. Essa ação ajuda na circulação e irrigação do coração”, afirma.

A morte de dona Cleuza chamou atenção para uma triste estatística: o alto número de infartos no inverno. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), casos de infarto, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e males da circulação aumentam 30% no inverno.

De acordo com o Samu, o fato pode ocorrer por várias causas, uma delas é a contração dos vasos sanguíneos. Como forma de prevenção, o Samu orienta as pessoas a “evitarem o cigarro, o sedentarismo, manter alimentação equilibrada, se agasalhar adequadamente e beber bastante líquido para manter o organismo hidratado (diga-se de passagem, ação muito esquecida no tempo frio)”.

O médico cardiologista Edmundo Velasco confirma que a incidência de infarto e de outras doenças inflamatórias é maior no inverno. Segundo ele, isso acontece porque o infarto de miocárdio e as doenças cardiovasculares são processos inflamatórios que podem sofrer interferência do frio.

“O infarto agudo do miocárdio é consequência de uma série de eventos que ocorrem no corpo humano, ocasionados pelo acúmulo de gorduras na parede das artérias coronárias, processo chamado aterosclerose”, explica o cardiologista. De acordo com ele, o infarto acontece “ao se romperem as placas de gordura e pela agregação de plaquetas no sangue, constituindo coágulos (trombos) nas artérias do coração que ocasionam a obstrução completa do vaso”.

O médico explica que o infarto do miocárdio pode ser prevenido eliminando ou diminuindo os fatores de risco, como obesidade, fumo, excesso de colesterol LDL, sedentarismo, hipertensão arterial, estresse etc. “Logicamente que os antecedentes familiares, sexo e idade não podem ser modificados, mas os demais fatores podem ser corrigidos com tratamento médico e mudanças no estilo de vida”, observa. Velasco alerta que a junção de vários fatores de risco aumenta a possibilidade de infarto.

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