MP encontra em Rio Claro irregularidades em alojamento de atletas

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Carine Corrêa

Uma investigação sobre irregularidades com adolescentes que sonham em ser craques do futebol ocorreu nesta semana em Rio Claro. A operação foi promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas em parceria com a Gerência Regional do Trabalho de São Carlos. A denúncia chegou aos ouvidos do MPT quando realizava uma investigação no município de Porto Ferreira, situado a quase 100 quilômetros de Rio Claro. “É comum que clubes denunciem outros clubes de futebol, mesmo que em cidades diferentes”, explica a assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho.

Segundo o setor de comunicação do MPT, a investigação corre contra um empresário que fornece jogadores de futebol para um clube de futebol de Rio Claro. “O Ministério Público do Trabalho esteve em uma chácara, um alojamento, que abriga temporariamente esses menores. O alojamento fica em Ajapi. Quatorze menores estão alojados em uma chácara que não fornece a estrutura e higiene adequadas, conforme preveem normas trabalhistas”, ressalta a assessoria.

Quais foram as irregularidades?

A ação foi na quarta-feira (23). Na chácara, más condições de higiene e estrutura inadequada. Além da sujeira encontrada em alguns cômodos, as autoridades do MPT também verificaram que não havia armários para que os jovens craques pudessem colocar suas roupas. Os afazeres domésticos também são realizados pelos menores atletas, segundo a comunicação do MPT.

“Os garotos fazem de tudo. O empresário foi comunicado para contratar uma faxineira, que ficará responsável pelos serviços domésticos. Estipulamos um prazo de 48h contados a partir de quarta-feira para o empresário regularizar a questão da higiene. Já sobre a estrutura, o prazo foi de 15 dias para adequação, contados a partir do dia 23”, finaliza o MP. O Conselho Tutelar de Rio Claro também participa da investigação.

Lei Pelé

O Ministério Público ainda lembra a Lei Pelé – lei 9.615 de 24 de março de 1998. A partir dos 14 anos, o jovem atleta já está protegido pela lei, que inclui o bem-estar de crianças e adolescentes a partir desta idade.

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