Mais que um esporte, ciclismo urbano é solução para melhorar ‘saúde’ da cidade

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images_cyclingMarcelo Lapola

Andar de bicicleta não é bom só para a saúde do corpo e da mente, mas também para a ‘saúde’ das cidades, que já estão sufocadas com o número gigantesco de carros nas ruas, a poluição, o aquecimento global e tudo o mais. Pelas ruas de Rio Claro, ou qualquer outra cidade, é crescente o número de pessoas que têm escolhido a bicicleta como meio de transporte para o trabalho, para a prática de atividade física e até mesmo para os encontros entre amigos.

Tudo bem que a cultura do carrão, mesmo que seja só para transportar uma pessoa, como símbolo de status, ainda é muito forte no Brasil. Mas isso já está mudando.

O ciclismo urbano, a cada dia que passa, vem crescendo em todo o mundo. São várias as cidades onde a população prefere sair de bicicleta a andar de carro. A modalidade surgiu no ano de 1980 na Inglaterra. Ao longo dos anos surgiram campeonatos e diversos tipos de bicicleta. Elas foram fabricadas de vários tamanhos, suportando pessoas de todas as formas e os diferentes impactos terrestres.

O uso da bicicleta tem baixíssimo custo financeiro para os cofres públicos, traz melhoria do estado físico e psíquico das pessoas, ajuda na economia doméstica das famílias, contribui significativamente para preservação da qualidade de vida da cidade, na diminuição de mortes e mutilações no trânsito, fornece a autonomia e rapidez de deslocamento, é silenciosa e não emite poluentes para o ar.

“Quem se locomove de bicicleta pela cidade fica mais disposto e menos estressado, pois não fica parado nos congestionamentos e no estresse do trânsito, além de ver a cidade de maneira diferente, com mais proximidade e interação”, afirma Clayton Palomares, presidente da Federação Paulista de Mountain Bike (FPMTB).

Com sede em Rio Claro, a FMTP tornou tradicional o pedal noturno, do qual quem gosta e quer pode participar, todas as terças-feiras.

O pedal existe desde 2006, mas foi em 2010 que a federação assumiu a organização da atividade e deu o formato que ela tem até hoje, com regras e monitoramento próprios, realizando interdição de ruas e acompanhando os ciclistas para garantir a segurança do grupo.

Com mais de 150 mil unidades, Rio Claro é a segunda cidade do País com mais bicicletas. As atividades são abertas ao público.

O transporte individual motorizado há muito tempo vem sendo priorizado e, em virtude disso, enfrentamos os gigantes problemas de congestionamento. Somente 20% do custo de um carro é pago pelo seu proprietário. O restante, como os efeitos da poluição, perda de tempo no trânsito, acidentes, obras faraônicas, é pago por todos, inclusive por quem não possui carro. A bicicleta é o meio de transporte mais rápido e eficiente em distâncias curtas e médias. Por isso, se não mora muito longe do trabalho e consegue vias que suportem a convivência com os carros, vá de bike!

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