Mãe rebate nota e novo IML está em discussão

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Antonio Archangelo

Ontem, por volta das 17h05, o Instituto Médico-Legal estava fechado. Tanto a sala de necropsia do velório quanto na Rua 6
Ontem, por volta das 17h05, o Instituto Médico-Legal estava fechado. Tanto a sala de necropsia do velório quanto na Rua 6

Kátia Santana, mãe do jovem Hiago Santana, vítima de atropelamento fatal, negou ontem (18) que a prefeitura tenha oferecido serviço funerário gratuito para locomoção do jovem da rodovia ao IML. “Não fui procurada pela prefeitura, por assistente social, por ninguém”, disse.

“Inclusive estive no setor de comunicação da prefeitura e disseram que não foram eles que alegaram que a funerária municipal ofereceu seus serviços. Disseram que eu teria negado, porque tinha convênio com uma funerária particular”, citou.

“Como uma pessoa que tem convênio com funerária particular teve que pagar cerca de R$ 2.200,00? O padrasto do Hiago está desempregado, ele também estava, e o irmão afastado por motivos de doença. Como iria negar um serviço público gratuito? As funerárias particulares têm que sobreviver, mas a prefeitura tem que oferecer o serviço 24 horas. Se gostam de mentira, que vivam na sua própria mentira sozinhos. Com meu nome não”, desabafou.

“Que não aconteça mais isso com outros Hiagos. Gostaria que Rio Claro mudasse, fosse referência, ao invés de mentir. Além de perder alguém, você tem que ouvir um monte de besteiras”, disse. Kátia articula um abaixo-assinado para a instalação de um IML 24 horas e uma funerária totalmente municipal, sem os rodízios entre as particulares para recolhimento de corpos. “Já passamos de 500 assinaturas”, confirmou.

Consultada, a prefeitura disse que “inicialmente é preciso deixar claro que o rodízio é feito exclusivamente para o recolhimento de corpos, não sendo incluídos no rodízio os demais serviços funerários. Estes são realizados pela funerária escolhida pela família do falecido. Como no rodízio o recolhimento de corpos é gratuito, cada funerária não ‘fatura’ nada com este serviço. Não há cobrança pelo recolhimento de corpos quando esse atendimento é feito dentro do rodízio entre as funerárias. O rodízio é semanal e a funerária de plantão na semana, em caso de morte violenta, é responsável por fazer o encaminhamento dos corpos ao IML. O convênio em vigor entre a prefeitura e as funerárias para o sistema de rodízio é de 2007”, disse em nota.

Sobre o horário de funcionamento, tanto o velório municipal (em frente ao cemitério municipal) como a funerária municipal (na região central da cidade) funcionam 24 horas, todos os dias. A taxa de utilização do velório é de R$ 40,00. Em relação ao agendamento, como o velório funciona 24 horas, não há dificuldade para fazer agendamento”, elencou a nota.

Sobre a construção de um novo IML em Rio Claro, que depende de doação de terreno feita pela prefeitura ao Governo do Estado de São Paulo, a administração municipal alega que “a prefeitura e o governo do Estado, responsável pelo IML, estão definindo detalhes para concretizar a doação”, disse.

A reportagem esteve no IML da Rua 6 e na sala de necropsia junto ao velório municipal e ambos estavam fechados por volta da 17h10 de ontem.

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