Mãe de criança que foi atropelada questiona empresa

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Um mês após um acidente que deixou uma menina de apenas 9 anos gravemente ferida, a mãe Rosilene da Silva, 30 anos, falou pela primeira vez sobre o caso e revelou ter dúvidas sobre como se deu o atropelamento.

“Estávamos indo em direção ao Sesi. Eu e minha filha cada uma em sua bicicleta. Eu já tinha passado o cruzamento da Avenida M-27 com a Avenida 2-JF e ela vinha logo atrás. De repente eu só escutei o barulho e vi minha filha caída ao lado do canteiro central da via. No sentido em que estávamos vindo realmente o “Pare” seria da minha filha, mas na minha opinião, se ela tivesse entrado sem olhar, o ônibus teria pego e jogado ela do lado direito ou à frente. Agora minha filha caiu do lado esquerdo, rente ao canteiro central, o que para mim demonstra que ela já havia passado se não por completo, quase por completo no local”, conta a mãe.

No boletim de ocorrência registrado após o acidente, o motorista do ônibus urbano disse em depoimento que seguia pela Avenida 2-JF sentido bairro – Centro, quando na M-27 uma criança não respeitou a sinalização, porém que não conseguiu visualizar quando a bicicleta ultrapassou a frente.

Este é mais um ponto questionado pela mãe: “Se ele nem viu a bicicleta, como pode precisar algo?”, pergunta Rosilene

Recuperação

A criança está afastada da escola por determinação médica. Precisa de sessões de fisioterapia e acompanhamento neurológico e psicológico. A mãe, que atualmente está desempregada, mas realizava bicos para manter as despesas como aluguel e alimentação, não pode mais trabalhar porque precisa cuidar da filha. “Aqui em Rio Claro somos apenas nós duas. Não temos parentes, ninguém. No dia do acidente foi um representante da empresa no hospital e falou que ia me ajudar no fosse preciso. Me deram algumas fraldas, um shampoo e um condicionador. Depois fiz contato para pelo menos conseguirem uma carteirinha para eu levar a menina de ônibus aos médicos, mas não me deram mais retorno. Meus vizinhos que pagaram a tomografia da minha filha esses dias e só tem comida em casa porque me doaram”, diz.

Empresa

Em contato com a empresa, a direção informou que, mesmo não tendo culpa e por caráter humanitário, que desde o primeiro momento esteve e está à disposição para a completa recuperação da criança. Que já ofereceu cesta básica e que inclusive a carteirinha solicitada para facilitar e evitar gastos com transporte está pronta e que a situação não é bem da forma como ela coloca. Que Rosilene está ciente até mesmo da ajuda oferecida pela empresa com profissionais de saúde. Mas que, independente das declarações, que vai pedir para o advogado fazer um novo contato com a mãe. Que inclusive tem imagens que comprovam que o erro não foi do motorista e que se ela quiser estão à disposição para serem mostradas.

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