Roberta Moraes

Você Reage Bem as Provas?

Muitas pessoas nutrem vários tipos de sentimentos pouco agradáveis em relação à realização de provas, ou mesmo à possibilidade de realização. Nos vários níveis do ensino, do fundamental à graduação, e mesmo na pós graduação, a realização de provas é algo que causa desconforto ou sentimentos congêneres. Até mesmo em cursos rápidos ou de extensão, a exigência de submissão a testes, provas e exames não é algo bem vindo.

Imagine se tivéssemos diante da convocação provas a mesma reação que temos ao receber um convite para ir a uma festa. Ou existe alguém que reage da mesma forma? Duvido e se houver gostaria muito de conhecer!

Mas a grande questão é: por que diante da possibilidade ou convocação para submissão a uma prova, não reagimos com os mesmos sentimentos positivos e agradáveis que reagimos ao convite para uma festa? Ou, observando por outro ângulo, por que reagimos de forma tão negativa à possibilidade ou à realização da prova?

Primeiramente, não podemos negar que fazer prova significa, por um lado, submeter-se a um processo de realização de intenso esforço intelectual. A exigência da mobilização de conceitos intectualmente apropriados e solução de problemas, em quantidade significativa e por tempo expressivo, implica em fazer esforço. E, por uma série e motivos, tendemos a evitar o esforço.

Além disto, fazer prova significa ser testado e ter validada ou não nossa capacidade, sendo que há a possibilidade de um resultado frustrante. E ser humano nenhum gosta de frustração.

Porém, há dois aspectos que precisam ser considerados.

O primeiro é que nem todo processo de mobilização de esforços significa algo ruim. Pensando nos atletas que são convocados para competições, ou, de forma mais concreta e atual, pensando num lutador de MMA que tem sua luta agendada e divulgada, aposto que a reação desencadeada é de satisfação. Ainda que com ansiedade e uma dose de preocupação. E detalhe que no caso dos lutadores de MMA não apenas terão que empreender esforços, como também serão agredidos e sentirão dor física. Mas provavelmente sofrem antes das lutas muito menos do que inúmeros candidatos a concursos públicos antes das provas.

O segundo aspecto relevante é que, ainda que não seja viável reagirmos diante da possibilidade de fazer uma prova ou convocação à realização da mesma forma que reagimos diante de um convite para uma festa, é possível minimizar a percepção e sentimentos negativos que temos. Pode ser que tal reação seja desproporcional ao quão desagradável é empreender o esforço a ser empreendido.

Ou seja, pode ser que, em termos psicológicos, a reação negativa seja maior do que deveria ser, envolvendo um superdimensionamento.

Portanto, precisamos e podemos trabalhar a nossa percepção diante da realização de provas.

 

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E como fazer isto?

Primeiro, como sempre tenho sustentado, é preciso tomar consciência do fenômeno. Ou seja, perceba e assuma a sua resistência e sentimentos negativos que nutre com a realização de provas. Não jogue a poeira para embaixo do tapete. Não vá na conversa dos especialistas sem especialização que ficam vendendo a ideia de mentalizações e construções de imagem, ignorando ou fazendo de conta que o problema não existe.

Reconheça o fenômeno e o enfrente! Não o ignore ou faça de conta que ele não existe.

Além disto, é preciso entender o que significa fazer uma prova. Ou seja, da mesma forma que você vai se esforçar fisicamente quando participa de uma corrida ou de uma partida num torneio de futebol ou outra modalidade esportiva, na prova também irá se submeter a um processo de realização de esforços. Porém, de natureza intelectual.

Por outro lado, diante do receio ou do risco quanto ao resultado, o qual pode ser frustrante, tenha a compreensão de que não há apenas um concurso na sua vida. Existem vários concursos, de várias carreiras, cargos e segmentos estatais, nas várias unidades da federação.

E daí vem a ideia que também sustento reiteradamente: Foco no Processo!

Portanto, vamos mudar a forma de perceber e encarar as provas! Tome consciência do fenômeno e o reverta.

REFERÊNCIAS:

1. Rogério Neiva – Como se preparar para provas – Gestão de Pessoas

 

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