Renan Riggo

Uma grande noite no Maracanã

O Maracanã foi o palco de uma grande noite de futebol como há muito tempo não se via. A final da Copa Sul-Americana, protagonizada pelo Clube de Regatas do Flamengo e o Club Atlético Independiente, fez com que os apaixonados pelo esporte bretão revivessem grandes momentos, que um dia já foram mais comuns naquele que outrora obtinha o título de maior estádio de futebol do planeta.

Dentro de campo, pior para os brasileiros. Após ter sido derrotado no Libertadores de América, de virada, por 2×1, o Rubro-Negro Carioca precisava vencer por no mínimo um tento de diferença para igualar o placar agregado da decisão. O time de Rueda começou bem e abriu o placar após bola alçada para a área advinda de cobrança de falta: o zagueiro Réver escorou para a boca do gol e o garoto Paquetá completou o serviço. 1×0 Mengão e explosão de alegria num Maracanã lotado.

Contudo, a euforia do Fla durou pouco. Minutos depois, em lance polêmico, o meio-campista Cuéllar cometeu pênalti (que, a meu ver, não foi) no atacante dos Rojos e a jovem promessa argentina Ezequiel Barco converteu com categoria, igualando o marcador. A partir daí, o Flamengo pressionou e buscou o empate no placar agregado que levaria a decisão para a prorrogação, entretanto, a falta de organização ofensiva e a noite pouquíssimo inspirada de seus principais jogadores, como Diego, Everton Ribeiro e companhia, não permitiram que a equipe da Gávea chegasse ao seu objetivo.

Título merecido dos argentinos, que contam com uma equipe muito bem treinada e organizada no aspecto tático, além de talentos individuais fundamentais, como a habilidade e ligeireza do garoto Barco e a experiência e frieza do centroavante Gigliotti. O que fica de positivo para o futebol brasileiro é o tradicional Maracanã recebendo uma partida desta magnitude novamente. Já o lado negativo, infelizmente, se sobressaiu mais uma vez: confusão envolvendo torcedores antes e depois da partida.

Para o Flamengo, resta juntar os cacos de mais um vice-campeonato no ano e refletir acerca dos porquês do insucesso da equipe nesta temporada, tendo em vista que o clube conta com um dos elencos mais caros do país e no início do ano era tido como o favorito para todas as competições que disputou. Para o Independiente, meus sinceros parabéns! Parabéns pelo segundo título continental conquistado no Maraca (o primeiro havia sido em 95, na final da extinta Supercopa da Libertadores, também sobre o Fla), disputado e vencido na bola, sem pancadaria e sem cenas lamentáveis, e saudações para o Rey de Copas, maior vencedor da Copa Libertadores (7 conquistas) e agora, ao lado do Boca, maior vencedor da Sula também, com 2 títulos.

O dinheiro não compra tudo. Como dizem nossos hermanos argentinos: ¡hay que tener los huevos!    

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