Vivian Guilherme

Uma grande incentivadora da arte

Quando em entrevista para a Revista JC Magazine questionei o famoso caricaturista rio-clarense Camilo Riani sobre quais eram os seus principais trabalhos, ele não hesitou em elencar diversos grandes desenhos feitos para eventos internacionais e também incluiu: “Além de muitos muros pintados na adolescência, incluindo um que me marcou muito, a convite da eterna professora Jurema Calil”.

A professora Jurema não foi somente a mestra de Camilo, ou minha professora, professora dos meus tios, dos meus pais, colega da minha avó, ela foi também professora dos meus irmãos e professora dos meus alunos. Foram muitos e muitos anos se dedicando ao ensino e, sobretudo, à arte, ao amor, à dedicação e o carinho para com o próximo.

A primeira aula da dona Jurema não foi fácil. Aprender desenho geométrico em uma época que os computadores fazem praticamente tudo não era simples, ela era enérgica e austera. Passei as primeiras aulas com medo, mas logo percebi que a Dona Juju – como depois passou a ser carinhosamente chamada pela minha turma – era uma grande amiga.

Quando pensávamos que tudo estava perdido e o vestibular, as provas, as contas, os textos não nos deixavam ver nada além, era ela quem dizia que “tudo aquilo não era difícil, difícil era assar manteiga no espeto”. Era uma grande mãezona, a avó que todos adoravam. E fiquei profundamente triste ao saber de seu falecimento no último dia 13 de junho.

A última vez que conversei com a Dona Juju, foi quando estive em sua casa para uma matéria sobre educação. Sempre muito atenciosa, se lembrou dos meus irmãos, quis saber se o Luiz continuava desenhando – foi ela quem o incentivou sempre ao desenho – e se a Vanessa ainda gostava da arte gótica. Disse que lia meus textos e mostrou mais uma vez que sua memória era muito boa, citou todos os alunos da minha turma e também das meninas que trabalharam comigo na secretaria do COC.

Para concluir essa singela lembrança à nossa querida Jurema, deixo uma mensagem muito bonita que ela registrou nesse nosso último encontro, explicando como conseguiu manter a carreira até 2012: “Se cumprimos o juramento que fizemos de servir à pátria, à família e aos alunos no que foi orientado, seguindo o talento de ser professor, então é possível dizer ‘graças a Deus’, pelo dever cumprido”.

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