Vivian Guilherme

Um Woodstock só de covers?

A proposta parece um imenso contrassenso. Afinal, o Woodstock – festival que aconteceu em 1969 na cidade de Bethel, no Estado de Nova York, Estados Unidos – tinha por objetivo exaltar a produção autoral e contou com grandes nomes da música da época, como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Creedence Clearwater Revival e muitos outros.

Entretanto, está prestes a acontecer na próxima semana em Limeira o Woldstock Rock. O festival que se autodenomina o ‘Woodstock dos covers’ acontece no Horto Florestal do município e contará com apresentação de diversas bandas, de Metallica a Legião Urbana, claro, todas covers.

Queria deixar claro que não condeno a organização do evento ou qualquer coisa do gênero, mas enfatizo que não gosto de covers e ponto final. É um gosto pessoal e opinião minha, há quem concorde ou não. Afinal, eu me pergunto: por que gastar investimento, estrutura, divulgação e etc etc para organizar um evento que vai trazer músicos que você pode ouvir em casa? E, diga-se de passagem, por melhor que seja o cover, nunca vão existir dois Renato Russo, concordam?

Enquanto a organização do evento despende R$ 50 dos ingressos na contratação de bandas que simplesmente reproduzem, poderiam muito bem estar contribuindo para que a música avançasse e pudesse formar um público apreciador do novo. Por quanto tempo mais vamos ficar ouvindo o mesmo? Daqui a 30 anos vamos continuar a ouvir Legião Urbana? Claro! O que é bom nunca perece, mas o que mais vamos ouvir além do que já ouvíamos “há dez anos atrás”?

Enquanto as pessoas não se abrirem para ouvir o novo, não permitirem que novas bandas de rock apareçam, vamos continuar a ouvir as FMs como estão hoje, repletas de sertanejo, funk e alguns rocks dos anos 80 daquela faixa de transmissão das dez horas da noite. Na verdade, eu queria um pouco mais de futuro para a música, do que cultuar bandas covers. #prontofalei!

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