Vivian Guilherme

Somos do tempo do Bob

No último dia 13 de outubro, não houve assunto mais comentado que o Prêmio Nobel de Literatura concedido ao músico Bob Dylan. Com essa nova condecoração, Dylan é o único artista do mundo a acumular outras láureas como: Oscar, Grammy, Globo de Ouro e uma citação especial do Pulitzer.

Da mesma forma que houve satisfeitos, alguns outros torceram o nariz para a nomeação do cantor e compositor norte-americano. Na minha opinião, nada mais natural isso ocorrer, afinal, não é de hoje que as aulas de português tentam incluir as letras de música no cotidiano de ensino, em algumas vezes com mais destaque do que os próprios livros. A tal multiplicidade dos gêneros textuais precisa sim ser ensinada, mas infelizmente, para os jovens de hoje, entre um texto com meia dúzia de palavras e um com 100 páginas, a opção pelo mais fácil é inevitável. Há poeticidade na música e há musicalidade na poesia. Entretanto, nem todo poeta é músico e nem todo músico é poeta. Sobre a nomeação de Dylan, sinceramente, não sei como opinar.

Separei duas opiniões distintas que julguei interessantes, de pessoas que acredito serem sensatas para comentar a nomeação. A escritora Sandra Baldessin disse não aceitar que a literatura tenha sido contemplada com a premiação e ponderou citando que a literatura é um conjunto de conhecimentos. “Fico pensando no significado ‘ancestral’ de literatura – a ciência das Belas Letras – um conjunto importante de conhecimentos, e não uma coletânea de escritos. Faz tempo que o Nobel está premiando ‘coletâneas de escritos’”, escreveu.

Já o professor Chagas comemorou a premiação e disse considerar as composições do músico “poesia embrulhada em música que em nada desmerece a Literatura”. “Pessoalmente gostei muito. Gosto de provocações como esta. Quebram tradições. Também gosto muito de Bob Dylan. Bob Dylan já teve meu apreço quando ganhou o prêmio Príncipe de Astúrias, também normalmente atribuído a escritores”, destacou.

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