Adriano Carioca

Se der tudo errado, volte ao básico!

Volte ao básico!

Nas diversas palestras que realizo pelo Brasil, além dos workshops sobre Coaching e Alta Performance dentro das empresas e faculdades, muitas pessoas me perguntam como devem agir quando seus planos não acontecem como estavam previstos. Sabe quando aquela ideia que você resolve tirar do papel e botar para fazer? Então, como agir se as coisas saírem do controle? Bom, vamos falar sobre isso hoje.

E vamos começar com essa ideia de “controle”. Existem dois grandes problemas que a maioria das pessoas vive: primeiro é achar que controla tudo, como se fossem capazes de ditar precisamente os resultados que viram; a segunda é achar que não controlam nada, e que as circunstâncias são responsáveis pelo sucesso ou fracasso.

Muitas dessas crenças foram construídas a partir da criação que nós recebemos. Nosso relacionamento com nossos pais, irmãos e família no geral acabam por definir boa parte da visão de mundo que temos hoje, e isso inclui nossas crenças. Outras vezes, as experiências que tivemos até o momento também tem sua contribuição nesta formação, e passamos muitas vezes a basear o resultado futuro de uma ação naquilo que já vivemos e experimentamos, e assim tiramos conclusões que podem não ser as mais precisas ou desejadas.

O ponto é, independente de qual grupo você pertença, seja dos que controlam tudo, seja dos que controlam nada, é importante você perceber que você só controla uma única coisa: suas ações! Vamos imagina que você é um agricultor e possui como meta realizar uma grande colheita dentro dos próximos meses. Neste processo você precisa levar em consideração alguns fatores como estação do ano, chuvas, exposição ao Sol e pragas, como manter a plantação sempre regada e nutrida, além é claro da qualidade das sementes utilizadas e do solo. Se ao final do processo você não conseguiu sua meta de uma colheita farta e generosa, é importante perceber que seja por causa do Sol, da chuva ou do vento, ou de qualquer que seja o motivo, foram suas ações, ou a falta delas, que te levaram a este resultado.

Antes de plantar suas ações eram planejar corretamente como realizar tal feito, levando em consideração todos os aspectos. Durante o período de plantio, escolher o local correto e a técnica certa eram suas ações. Após isso, manter a plantação regada e nutrida, além de controlar as pragas que pudesse atacar sua futura colheita. E no final, retirar da natureza aquilo que lhe foi concedido como resultado do seu esforço. Agora o que o primeiro grupo de pessoas acabam fazendo é, caso o resultado não tenha sido favorável, se culpa porque choveu mais do que o previsto. Ou se culpam porque as ondas de calor subiram além das médias. Ou os ventos fortes de outra estação se adiantaram e prejudicaram sua plantação. É importante levar em consideração tudo isso, mas o erro ou o fracasso geram aprendizados e nos possibilitam voltar mais fortes. Mas voltar aonde? Voltar ao básico, claro: PLANTAR E REGAR! Já o grupo que não controla nada, deixa aos cuidados de alguma força externa tudo aquilo que diz respeito ao semeador. E quando algo não sai como previsto, surge a frase: VAI VER QUE NÃO ERA PARA SER MESMO! Como se essa força externa não quisesse, por algum motivo, ver você realizando esta meta.

Assumir o controle é necessário, mas entender que algumas coisas simplesmente não controlamos também. Assim, esse equilíbrio entre controle e desprendimento é que dá a beleza da dinâmica da vida onde sempre podemos pegar um caminho não muito reto, cheio de desafios. Se der tudo errado, volte ao básico? PLANTAR E REGAR!

#NosVemosNoTopo

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