Antonio Archangelo

Revolução dos Idiotas

Os idiotas estão tomando conta. Esta é uma afirmação que dificilmente pode ser quebrada, mas você pode (deve) tentar.

Eles perderam a cerimônia, se dizem letrados. Em maior número, ocupam e devoram o “anti-idiota”.

Esta revolução silenciosa coloca “em xeque” a própria essência da humanidade atinge todos os setores, em todos os postos. Sendo assim, fica fácil detectar como a idiotice está, por assim dizer, mudando a Ordem Natural das Coisas.

Um idiota pode, hoje, explicar a situação econômica de um país, ou, a explosão de analfabetos funcionais.  Um idiota sabe o que é, mas nunca admitirá.

Ele defende, geralmente, a moda do “politicamente correto”, prega “paz e amor”, defende todas as religiões e utiliza filmes e músicas para citar os pensamentos.

Passa boa parte do seu tempo olhando para a tela de um PC ou do celular. Ele acredita estar fortalecendo seu relacionamento com a máquina.

Se diz politizado, mas confunde socialismo com liberdade. Na verdade, ele não sabe o que faz. É a personificação do “copo de leite”.

Na Grécia Antiga, um Idiota era aquela pessoa que não estava integrada na Polis, aquele que não se interessava ou não participava dos assuntos públicos (de grande importância naquela época) e só se ocupavam de si próprios.

Será que ainda não conseguimos olhar nada a mais do que o nosso umbigo? A descrita Síndrome da “última bolacha do pacote”.

Como uma falha intelectual, costumo dizer que a idiotice se alastrou com a disseminação tecnológica. As redes sociais deram vida a nação dos idiotas.

Como já dizia Nelson Rodrigues, em 1969, “até o século XIX o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava”.

“E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os “melhores” pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele”.

As coisas começaram a mudar, de acordo com o próprio Nelson, quando Marx teve a formidável ideia de desperta-los.

“Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas” pontuava.

Ou como bem escreveu Augusto Nunes, os idiotas alcançaram dimensões siderais depois que “os imbecis de nascença perderam primeiro o constrangimento e depois a vergonha”.

E em 2014, no 12° ano da Era da Mediocridade, “elegem e são eleitos, escolhem e são escolhidos, nomeiam e são nomeados, mandam e obedecem”.

“Em suas infinitas ramificações ─ o vigarista e o otário, o fanático e o abúlico, o cafajeste e o bobo alegre, o arrogante e o submisso, o eleito e o eleitor, o assaltante e o assaltado”.

Ao terminar esta leitura, olhe tranquilamente e você verá que provavelmente terá um idiota ao seu lado…

 

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