Vivian Guilherme

Quem são esses Foo Fighters ?

Em janeiro último parei para conferir o show dos Foo Fighters que foi transmitido pelo canal Multishow. E, ao assistir, me surpreendi não somente com a apresentação dos músicos – impecáveis –, como também pelo fato de eu ter cantado todas as músicas do setlist, do começo ao fim.

Assumo, nunca comprei um disco dos Foo Fighters, nunca baixei discos do Foo Fighters, muito menos me arrisquei a aprender a tocar músicas deles. Se me perguntassem da banda, diria apenas: “Ah, eu gosto de Everlong, é uma boa música”. E só. Não havia me atentado para o quanto os Foo Fighters foram importantes para a música na minha geração.

Fato é que a banda dominou o Top 20 da MTV por muito tempo, com muitos sucessos, e também cativou as rádios e trouxe o rock para um público muito pop, sem em nenhum momento deixar de soar rock. Músicas como ‘Best of you’, ‘Learn to fly’, ‘Monkey Wrench’, ‘My hero’, ‘Times like these’ são a prova viva disso.

Por muito tempo, mantive o mesmo discurso de que Dave Grohl tentava, inutilmente, manter a fama que havia conquistado com o Nirvana e que a banda era apenas uma ‘onda’ passageira. E com essa ideia nunca parei para ouvir com atenção as canções do grupo, fiquei presa a um preconceito bobo, que me impediu de ser uma real fã da banda.

Hoje, despida de qualquer pré-julgamento, observando a trajetória da banda, não dá para negar que os FF são uma das poucas bandas dos anos 90 que conseguiram, não somente manter acesa a chama do rock, como também se reinventar a cada disco e ser um dos poucos representantes do estilo nas paradas de sucesso.

Com o recente disco, oitavo da trajetória, ‘Sonic Highways’, os músicos foram ainda mais além, conseguiram recuperar a história da música norte-americana com um seriado, homônimo, muito bem produzido. E canções memoráveis que completam uma sólida carreira de quase vinte anos.

O que aconteceu comigo, em especial neste caso sobre os FF, é bastante semelhante ao que vem acontecendo com a maior parte dos jovens hoje em dia. Eles constroem uma realidade do que gostam e do que não gostam, e tudo que aparecer diferente disso não merece nem ao menos dois segundos de atenção. E com isso? Dificilmente algo novo emplaca. Hoje, eu dei o braço a torcer e agradeço aos minutos que me deixei ouvir Foo Fighters sem preconceitos e gostar demais do que ouvi. E juro tentar ouvir Detonautas com mais atenção na próxima vez. Agora, desafio você a ouvir algo de que nunca se permitiu gostar!

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