Vivian Guilherme

Quando o substituto é melhor…

Há uma máxima tácita que afirma que tudo que é original é melhor. E isso em vários quesitos. Afinal, muitos dizem que Guaraná tem que ser Antarctica, refrigerante de cola tem que ser Coca-Cola, superbonder tem que ser – enfim – superbonder e é possível citar uma centena de outros exemplos.

A cultura do ‘original é sempre melhor’ também se estende à cultura, que diz que qualquer versão de uma determinada música nunca é boa. Adaptação de livro para filme então…..vish! Difícil encontrar um leitor satisfeito com a versão. O mesmo quando o assunto é teatro.

Mas sou do ponto de vista que quando ocorre algo do tipo adaptação, versão etc, é preciso encarar não como tal, mas como uma nova obra. Já que, são outras condições de produção, são outras pessoas e, portanto, o produto final é exatamente outro completamente diferente e que não deve ser comparado ao anterior.

Em uma das manhãs dessa semana zapeava os canais e parei em um programa especial sobre o Rock in Rio, que mostrava trechos da participação da banda Nightwish na noite metal. E este é um ótimo exemplo para falar sobre o assunto. A banda finlandesa trocou diversas vezes de vocalista nos últimos quinze anos. Apesar de ter alcançado o estrelato com a musa Tarja Turunen, a banda precisou procurar por substitutas após a saída da cantora.

É possível comparar o Nightwish de Tarja, ao período de Anette Olzon e Floor Jansen? Claro que é possível, até porque inevitável, comparar a performance de cada uma. Entretanto, eu não aconselharia. Em primeiro lugar, porque cada voz é única e jamais – digo JAMAIS mesmo – você vai encontrar um timbre exatamente e perfeitamente igual ao outro. Portanto, uma nunca vai ser igual a outra mesmo! Então, por que comparar?

Ok, as músicas são as mesmas, os instrumentistas os mesmos, mas muda a postura de palco, muda o timbre, a interpretação e é normal as músicas receberem uma nova roupagem. E gostar ou não de como as canções ficaram não passa pelo critério do ficou bom ou não, mas sim do gosto de cada um. Eu, particularmente, gosto infinitamente mais da nova/última vocalista da banda. Floor, anteriormente, vocalista da extinta After Forever, sempre foi minha vocalista favorita, por sua voz, presença de palco e atitude. E o Nightwish sempre foi a banda que mais gostei das músicas. Portanto, essa combinação não poderia ficar melhor. Mas isso para mim, há quem prefira Anette, há quem prefira Tarja e tudo bem. É como já diria o vô: gosto não se discute!

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