Carine Corrêa

Poeira no espaço

Uma gota no oceano, me senti assim tão pequena. Fui ver o seriado Cosmos, do Netflix, e fiquei sem fôlego.

Tenta me acompanhar… O narrador começa falando de nosso planetinha e, para mostrar o restante do sistema solar, ele embarca em uma Nave da Imaginação, que sobrevoa de perto os outros planetas. Pude sentir na pele a atmosfera de cada um. Em Saturno, por exemplo, eu nunca ia imaginar que seus anéis são formados por infinitas bolhas de neve que, na verdade, são pequenas Luas tão aglomeradas que, no conjunto, formam as esteiras dos anéis.

A Nave da Imaginação vai se afastando, e agora mostra o trilhão de planetas congelados que compõem a Nuvem de Oort, a qual envolve o sistema solar. Essa Nuvem de Oort me lembrou nosso Horto fofo… hihihi! Depois, vêm os bilhões de planetas órfãos à deriva no espaço, e que só são vistos por luz infravermelha.

Então vemos nossa Via Láctea. E a Nave continua mostrando a grande espiral da galáxia vizinha, chamada Andrômeda. O conjunto de Via Láctea, Andrômeda e outras galáxias forma o Grupo Local. Afastando mais alguns milhares de galáxias, eis o aglomerado de Virgem. Cada galáxia, um pontinho minúsculo, contendo bilhões de sóis e inúmeros mundos, e esse mesmo aglomerado ainda é uma parte minúscula do cosmos.

“Quantas formas de estar vivo?”, provoca o narrador.

Distante o máximo de anos-luz possível, pude ver uma rede de centenas de bilhões de galáxias, como uma trama de tricô. É o nosso “universo observável”, nosso “horizonte cósmico”.

A essa altura do episódio 1, eu já estava quase sem fôlego, mas o narrador ainda continua: “Muitos de nós suspeitam que tudo isso, todos os mundos, estrelas, galáxias e aglomerados sejam só uma bolha minúscula em um oceano infinito de outros universos”.

E aí, se sentiu meio pequeno? Somos poeira no infinito….E acho um privilégio dividir com você esta minúscula nave espacial chamada Terra.

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