Antonio Archangelo

Nem Aécio, nem Dilma, PMDB vence

Dilma não ganhou.

Quem sai vitorioso do resultado apertado de sua reeleição sacramentada no domingo, 26, é o PMDB.

Oras, sem romantismo, ou discurso “senso comum” separatista, Dilma não teve concorrente, a oposição acéfala não conseguiu canalizar a onda “anti-PT” em um candidato viável. Mesmo com mensalão e outras dezenas de denúncias, o projeto lulista ganhou mais quatro anos.

Neves atropelou o processo, forçou a barra, “seqüestrou” o PSDB paulista e contou com a desfiguração de Marina Silva afetada pelo discurso petista. Não fez a lição de casa, perdeu o Estado para o adversário, registrando pífia votação no seu domicílio.

Voltando ao PMDB, a política, além da ideologia utópica, tem seu próprio “modus operandi”, suas próprias regras, quem está dentro sabe, quem entrou agora, logo saberá…

Os compromissos reassumidos e as denúncias de corrupção que podem respingar em seu governo, obrigará Dilma a uma “psicanálise” peemedebista, que também, tentará salvar a pele de seus caciques.

Sem divã, a conversa será um pouco mais ríspida. Não só um jogo de pergunta e resposta.

Dilma terá que saciar a “insaciável” fome de poder do PMDB.  Este foi o tom, quando mandado, Eduardo Cunha começou a encenar recados a cúpula petista no período pré-eleitoral.

Uma presidenta que dependerá da blindagem do Congresso para seguir sonhando com a diminuição da desigualdade social terá que ter no PMDB seu porto seguro. Esta é a regra do jogo para 2015…

Aos incrédulos, basta dizer que o PMDB, por exemplo, é o maior partido do Congresso: no Senado, são 19 cadeiras, das 81 presentes, além de 24 na soma do bloco da oposição. Compete justamente ao Senado, cujo partido já possui Comissão de Assuntos Sociais; Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania; Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional Processar julgar os crimes de responsabilidade cometidos pela Presidente da República, Vice Presidente, entre outros.

Na Câmara Federal, o PMDB ficou com 79 cadeiras, a segunda maior bancada, o que lhe dará tempo de “artilharia” e “barganha” na propaganda eleitoral no próximo pleito.

Isso sem entrar no mérito da estrutura eleitoral para 2016, com governadores peemedebistas, novamente, reinando sobre o território nacional.

Sim, aos céticos, ela pode fazer “vistas grossas”, dar um, dois, três ministérios e o controle de algumas empresas ou agências estatais ao partido, cujo o vice Michel Temer, é o interessado direto num processo de “impeachment”. 

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