Carine Corrêa

Plantinhas aliadas

Há alguns dias fui presenteada pela amiga. O presente? Uma solução de arruda, colhida diretamente do seu vasinho, em sua casa. Ela disse que a plantinha falava para ela: ‘olha só, vou precisar fazer cosquinha no seu pé enquanto dorme, para entender que devo ser espalhada?’. Eu fiquei imaginando o galhinho fazendo cosquinha no pé e ela acordando assustada, pensando que poderia ser o bicho papão, ou despertando em gargalhadas e acordando toda a vizinhança: até explicar que a arruda que provocou a risada no boletim de ocorrência… Estou cumprindo a receita certinho: passando na testa em movimentos circulares e no coração, com um toque bem suave. Quando eu era pequena, meu avô sempre tinha uma solução alternativa para minhas dores nas pernas. Em um recipiente, misturava algumas ervas com álcool. Com aquela solução, massageava minha perna para aliviar as dores. A massagem alivia no mesmo instante o desconforto. Era bem melhor que uma cápsula que cheguei a tomar: lembro até do vidro marrom, que tinha que ser quebrado na ponta. Quando morei em uma chácara aqui em Rio Claro, no quintal tinha jabuticaba, acerola, limão, manga e até banana. Bem no canto, perto do portão tinha uma romã. Estava com dor de garganta quando uma senhora muito querida recomendou: ‘Faz o chá com a casca que você vai melhorar’. Foi questão de minutos para um alívio imediato. Na última quinta-feira caminhava no Horto com a amiga que me presentou com a solução de arruda. Subia o prédio da administração para pegar um livro, e quem quase fez cosquinha no meu pé? Um pezinho de arruda. Na beira da escada peguei um raminho e coloquei em mim. À tarde me disseram: ‘Como está bem!’. Deve ter sido o raminho de arruda…

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