David Chagas

Para onde vamos?

duvida

 

Bem gostaria de escrever sobre mês que me agrada tanto. Tampouco da chuva benfazeja que trouxe vigor novo e viço à natureza ressequida. Nem mesmo das flores que, espero, surjam agora sob o sol de setembro. Não falarei disso porque o leitor, por certo, sabe que a hora não é para louvores e alegrias, mas atenção e cuidados.

O Brasil, por exemplo, o país onde vivemos, arrecadou em impostos até aqui sem que isso transpareça nos serviços de que necessitamos, na economia que nos dilacera, no caos político em que estamos metidos, mais de trilhão de reais.

Apesar disso, instituto especializado anunciou o rebaixamento do Brasil no ranking dos países propícios a investimentos e citou os motivos que resultaram nisso. Dentre tantos, os desacertos políticos que vêm sendo cometidos nos últimos anos, sempre anunciados como positivos, graças às pedaladas fiscais. Sabe o que são pedaladas fiscais, pois não? Elas foram cometidas à perfeição pelo Ministro Guido Mantega nos últimos dois anos em que serviu o governo Dilma. Significa postergar despesas, maquiando, enganando, demonstrando nas contas públicas o que de fato não era.

Quantos, como eu, ao ouvir uma notícia destas tem consciência do que vivemos e do que nos espera? Para exemplo, conto que vi, em noticiário nacional, o casal que se organiza para tentar acertar o passo diante da inflação desmedida, da alta da energia e da água, das necessidades básicas do filho e da família que nem sempre podem ser atendidas diante da aceleração de preços.

Pais de um só filho descobrem, com especialista em Economia, feitas as anotações ao longo de um mês, que quarenta por cento dos gastos são, na verdade, impostos recolhidos sem que estivessem, muitas vezes, evidentes nos comprovantes oferecidos.

Angustiado, o casal pergunta pelos benefícios de tantos impostos pagos e se vê obrigado a ouvir do Ministro da Fazenda, que parece ser pessoa séria, sobre a necessidade de aumentar ainda mais os tributos, talvez, o imposto sobre a renda da pessoa física, das menores taxas cobradas no mundo, sem explicar, é claro, que há países ao nosso redor cobrando mais, mas oferecendo respostas bem melhores e mais eficazes nos bens oferecidos a seu povo.

Bom seria que o Ministro, ao sugerir esta necessidade de aumento de impostos que permitam contrabalançar o déficit orçamentário para o próximo ano, reconhecesse que o erro não foi cometido pelo povo, mas é o povo quem deve responsabilizar-se agora por ele.

Não aprovo ações violentas, mas entendo que há necessidade de reivindicar direitos em voz alta, sem gestos bruscos, sem palavras duras, com elegância, com respeito até, mas com união e sentido de vitória. Não se busca, aqui, estabelecer uma atmosfera de ódio e revanchismo. Busca-se, isto sim, dar aos que não têm visão clara do que ocorre, um pouco da luz que nos alumia, para que não esqueçam, jamais, que conhecer é poder e só se pode, de fato, reivindicar justiça, conhecendo.

 

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