Vivian Guilherme

Onde está a diversidade musical?

Neste mês, a Crowley Broadcast Analysis Brasil divulgou as músicas mais tocadas nas rádios em 2015. O levantamento leva em conta as canções que mais foram executadas nos radinhos de pilha por aí afora. No ano passado, entre as cem mais, estavam músicos sertanejos, duplas sertanejas, cantores sertanejos, compositores sertanejos e também algumas cantoras sertanejas. Sem contestações sobre o gênero musical, ok? Mas o problema aqui é a falta de criatividade, a falta de diversidade e, sobretudo, de oportunidade musical.

Claro que acho superinteressante que as dez mais tocadas sejam canções brasileiras, um espaço muito bacana conquistado pelos músicos locais. Mas, das cem mais tocadas, 77 são do estilo sertanejo universitário. Sendo que os nomes se repetem. Entre as dez mais, duas são de Henrique & Juliano (quem??) e três de Bruno & Marrone.
Há cinco anos, a dupla Bruno & Marrone também estava nesse top 10, mas o levantamento da Crowley apresentava uma variedade interessante que trazia Mariah Carey, Ivete Sangalo, Beyoncé, Claudia Leitte etc. Há dez anos tinha Marisa Monte, Ana Carolina, Seu Jorge, Vanessa da Mata e até Alcione. Se formos mais além, talvez uns 15 anos, figuravam entre as dez mais executadas canções de Los Hermanos, Charlie Brown Jr. e Skank.

Foi em 2013 que o rock saiu definitivamente da lista dos 30 mais tocados e nunca mais voltou. Isso incluindo bandas nacionais e internacionais. Portanto, há três anos o rock saiu por completo das paradas de sucesso, das rádios e da lista de shows mais concorridos. Queda essa que teve início em 2009, quando o sertanejo superou pela primeira vez o pop e o rock, estilos tradicionalmente mais tocados nas rádios. Desde a fundação da Crowley, em 1997, pelo menos uma canção do estilo figurava entre as 50 mais.

Em 2015, nenhuma canção de rock esteve entre as cem mais, aliás, passou bem longe de alguma colocação. O porquê? Tenho várias teorias, algumas delas bem polêmicas, mas uma delas é a de que o que é tocado na rádio em sua grande maioria é viabilizado através do jabá (toca quem paga). Portanto, quem tem dinheiro paga para tocar. Toca nas rádios, cai no gosto do público e vende shows. Com o dinheiro dos shows paga rádio e assim segue o fluxo. Contando claro com um investimento muito polpudo das gravadoras e produtores que ganham MUITO com isso.

A minha segunda teoria… bem… é melhor eu não comentar agora para poder permanecer viva! (risos). Mas o Favari falou…confira a teoria dele em: “Se o rádio não toca”.

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