Carine Corrêa

O veneno da cobra

Na cultura indígena, tem-se muito forte a relação do ser humano com as outras espécies, mas com a finalidade de aprender com os ‘bichinhos irmãos’. Se espelhar no instinto e na força selvagem de outra espécie para solucionar os conflitos da vida: são os animais de poder. Você já ouviu falar que as cobras só picam quando realmente se sentem ameaçadas? Ao contrário dos adjetivos que lhes são atribuídos – como víboras e assassinas -, elas gastam o veneno apenas quando estão realmente em uma situação que interpretam como risco. Ou seja, calculam muito bem antes de desperdiçar o ‘veneno’. Mas, afinal, para que lhes serve o ‘veneno’? Para sair por aí, matando os humanos que atravessam seu caminho? A pesquisadora Marisa Rocha, do Instituto Butantan de São Paulo, esclarece: “O veneno da cobra é como se fosse uma ‘glândula salivar’, cuja secreção é especializada em paralisar, lubrificar e iniciar a digestão da vítima”. Ou seja, concentrar sua energia para produzir o veneno, cuja finalidade é a manutenção de sua vida; pura sobrevivência. Quando você se depara com uma situação de conflito, pode se espelhar nas ‘irmãzinhas rastejantes’: ao invés de desprender energia vital em vão, analise se realmente é necessário. E o conceito de veneno? “Ao mesmo tempo, esse composto é usado na farmacologia humana em remédios para algumas doenças, como as relacionadas à pressão. Atualmente, estuda-se o seu potencial para a cura de certos tipos de câncer”, diz o artigo publicado no portal Revista Planeta. Olha que lindo: utilizam o veneno para sua sobrevivência e esse mesmo composto tem potencial para cura. “O totem da cobra nos ensina que somos seres universais e que podemos alcançar a transmutação”. Transmutar veneno em cura.

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