Ivo Rosalem

O que manda é a qualidade

Vencemos a primeira, temos jogado melhor, mas continuamos perdendo a maioria dos jogos que disputamos no NBB-7. Assim tem sido a rotina de Rio Claro na largada do Nacional de Basquete.

Com adversários extremamente qualificados e de um nível indiscutívelmente superior ao nosso, na maioria dos confrontos, o que se prevê é que essa seja mesmo a tônica de nossa participação no campeonato e será dessa maneira que teremos que, pelo menos, evitar o rebaixamento para, nos próximos anos, tentarmos nos colocar num patamar superior.

Fala-se muito sobre o elenco restrito que o técnico Chuí tem em mãos. A bem da verdade, o que existe é uma condescendência muito grande da maioria dos rio-clarenses na forma de analisar a situação.

A verdade é para um NBB o que manda é qualidade e não quantidade. Conversando com gente do meio, que vive o campeonato e acompanha a rotina das equipes, cheguei à conclusão que a gente erra ao dizer que temos um elenco restrito. O número de atletas é praticamente o mesmo em todo lugar (dez a 12 atletas).

O que nos difere dos outros é de fato a qualidade, não quantidade. Não temos um nível técnico homogêneo entre titulares e reservas. Isso pesa muito, porque dificulta o revezamento, aumenta o desgaste e complica a forma com que o treinador tenta administrar os jogos. Além do que não temos a figura do craque, ou seja, aquele atleta acima da média, que em situação de extremo equilíbrio e dificuldade num jogo, desequilibra e decide a “parada” praticamente sozinho (como fez o Shamell na vitória de Mogi sobre Rio Claro). Bom, aí acho que já estou querendo demais. Se estivéssemos em dia pelo menos no primeiro aspecto que abordei, já seria uma grande coisa.

É desse jeito que vamos ter que tocar o barco e, repito, entre tropeços e dificuldades, vencer alguns jogos na base de muito suor e superação, para segurar a tão sonhada vaga no NBB. Segue o jogo…

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