Favari Filho

Nada a perder

A queda do World Trade Center, a nomeação de Jorge Mario Bergoglio [Papa Francisco] para Chefe de Estado do Vaticano e líder máximo da Igreja Católica, a performance ‘artística’ de Sasha Grey, nada, nada chamou mais a atenção do cidadão de bem que o discurso de Luiz Inácio pouco depois de ser conduzido coercitivamente para depor à Polícia Federal na última sexta-feira (4).

No dia seguinte, os artigos de opinião dos grandes meios de comunicação do País ficaram divididos [o que é saudável em uma democracia] entre os defensores do indefensável e aqueles que, à luz dos fatos, enxergam claramente o que está acontecendo, ou seja, o maior caso de corrupção da História do mundo acaba de entrar na reta final. Ao menos é o que parece e o que esperam, sinceramente, os filhos da Pátria Amada Mãe Gentil.

O desgoverno Dilma Rousseff e o projeto lulopetista de poder ainda estão de pé porque há – diferente do que aconteceu com Fernando Collor que, à época, era tachado como aventureiro por parte dos “políticos profissionais” – o que costumo chamar de intelligentsia sinestrômana [composta por “intelectuais” e “formadores” de opinião] que, por apego a uma ideia remota de mundo bipolar e a uma memória romântica acerca da famigerada luta de classes, continua com o ‘mea-culpa’ diante do que está à frente dos próprios olhos.

Infelizmente, as redações, as universidades e as entidades sociais brasileiras estão repletas [mas não só e ainda bem!] de bolcheviques órfãos travestidos de falsos serviçais que, outro dia em uma conversa com amigos, dividi em três categorias: os ressentidos, representados por aqueles que ainda defendem a ‘intentona’ de implantar a ditadura do proletariado no Brasil; os memorialistas, que recorrem ao fantasma da ditadura militar para argumentar contra o “imperialismo” e demonizar o Liberalismo [mesmo porque não sabem o que este significa]; e os simpatizantes da barbárie, que, pasmem, ainda enxergam na figura apática e cínica de Lula a imagem do ‘el gran salvador’ que, de semianalfabeto oportunista [haja vista o seu desprezo pela Educação no episódio Cristovam Buarque], foi elevado a uma espécie de semideus defensor das ‘minorias’.

Importante, porém – para variar um pouco esse raciocínio viciado e torpe que ainda insiste em existir –, que no próximo domingo (13) estejamos todos nas ruas para, em ordem e com civismo, defender a Nação das garras desta casta insolente que elevou ao nível máximo a desordem e o descaramento. E, caso digam que as manifestações são parte de um golpe e que você é um elitista contrário à inclusão social ou que está sendo usado a serviço de uma grande conspiração, pois “desde 2002 que o País…” e blá, blá, blá, não esquente!, pois esta é a forma desesperada com que agem aqueles que não têm mais argumentos contra os fatos expostos pela Operação Lava-Jato. Vem para a rua, não há nada a perder, a não ser a possibilidade única de mudar o rumo do Brasil.

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