Ivo Rosalem

Muito longe do bom senso

Novembro é um mês fatídico para o futebol de Rio Claro. E não é de hoje. Faz muitos anos. É nele que normalmente acontecem os arbitrais da Federação Paulista de Futebol, que normatizam os campeonatos estaduais do ano seguinte.

Não é necessário ser nenhum expert para saber que arbitral é quase nada. Trata-se apenas de um encontro para que os presidentes dos clubes assinem algo já pré-estipulado pela entidade que comanda as competições estaduais, sem discutir muito e com pouquíssimas novidades de um ano para o outro.

Nós, rio-clarenses, que felizmente nos estabilizamos nos eixos das Séries A-1 e A-2 do Paulistão, aqui estamos mais uma vez com a brocha na mão. Dois times centenários na cidade, dois bons campeonatos e NENHUM ESTÁDIO.

Os ultrapassados estádios municipais Benitão e Schmidtão, que além de não terem o conforto necessário para oferecer aos torcedores que os frequentam, bem como imprensa e equipes de futebol, não atendem à antiga e controvertida exigência de capacidade de público da FPF (15 mil lugares).

Infelizmente não vejo quem é de dever e de direito mover uma palha para resolver a questão. Preferem falar, falar e falar e nada fazem para colocarmos um ponto final no assunto. É uma novela sem fim.

Gasta-se muito dinheiro público todos os anos com a solução paleativa das arquibancadas tubulares, locadas desde 2005, de forma ininterrupta, por um custo médio de R$ 500 mil/ano. É um absurdo!

A prefeitura, que antes tinha apenas um estádio, não assentou um tijolo sequer neste período (praticamente uma década), para tentar solucionar o problema. Preferiu comprar mais um estádio (o Benitão), que infelizmente também não reune as condições necessárias. Temos dois e não temos nenhum.

Velo Clube e Rio Claro FC, por seu turno, preferem polemizar entre eles e com os governantes – que normalmente se aproveitam desta burrice para nada fazerem, e os torcedores é que são feitos de palhaços.

Problema deles ou problema nosso? Problema de todos nós. Dá para ter perspectivas assim? É complicado… Torço para esse pessoal tomar juízo, colocar a mão na consciência e, de forma madura, adulta, decidir algo que se aproxime do bom senso e beneficie nosso futebol. A quem interessa essa palhaçada?

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