Vivian Guilherme

A morte dos grandes ídolos

Dizem que a morte é uma dama fria e implacável que não perdoa credo, raça, gênero ou sobrenome. É a única certeza e o único medo genuinamente humano. É a morte que, sistematicamente, domina as manchetes dos popularescos jornais ou ainda estampa páginas de publicações das mais diversas.
Para a morte não há músicos, estrelas ou renomados artistas que mereçam a intermitência ou o perdão. Ela é certa e definitiva. Apenas este ano levou dois dos maiores nomes da música mundial, deixaram órfãos: fãs, amigos, familiares e, sobretudo, legados que jamais serão preenchidos. Reafirmo! Jamais serão preenchidos!
De fato, não há – ao menos – previsão de que o brilhantismo de David Bowie e de Prince seja repetido em algum momento da história contemporânea. Muito além de músicos, foram ícones de um tempo em que a música significava muito mais do que apenas som, eram o sinônimo de um conjunto complexo e completo do que é cultura: poesia, música, visual e um conglomerado multifacetado que resulta em pura estética.
Dificilmente, o mundo verá mais uma vez algo tão inovador e vanguardista quanto os discos, as roupas, as letras, as apresentações, os videoclipes e a ousadia de Bowie. Assim como a excentricidade, a voz, a presença, a postura e o ritmo de Prince. São duas faces de uma mesma moeda que podemos denominar com apenas uma palavra: criatividade.
Com o tempo, essa qualidade foi ficando esquecida e abandonada por gravadoras e por milionários “artistas” que se esqueceram de que a ARTE é feita com criação e inspiração, elementos fundamentais para que algo seja perene. São tantos artistas pasteurizados e tanto dinheiro envolvido que dificilmente veremos (uma pena!) novamente artistas tão completos quanto Bowie e Prince… O luto tende a ser bastante longo.
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