Renan Riggo

Malandro é malandro, mané é mané…

A Ponte Preta enfrentou no domingo, 26/11/2017, a equipe do Vitória pela trigésima sétima rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol, em Campinas, no Moisés Lucarelli. Apesar de sair ganhando e aumentar sua vantagem para a casa dos dois tentos, acabou sofrendo a virada para os baianos e o placar final apontou 2×3 para o Rubro-Negro do Barradão. Este resultado rebaixou matematicamente a equipe campineira para a Série B do Brasileirão.

O calvário pontepretano começou através da atitude ridícula e imoral do zagueiro Rodrigo, que enfiou por três vezes o dedo no ânus do atacante Tréllez, do Vitória, em uma tentativa patética de desestabilizar o oponente por meio de artifícios que extrapolam o âmbito da bola rolando. O resultado? O dono do apito constatou a agressão sexual após ser avisado pelo quarto árbitro, que viu toda a cena, e expulsou o defensor da Ponte, aos 18 minutos do primeiro tempo.

A partir de então, a equipe de Campinas tentou armar uma retranca para segurar a vantagem de 2×0, entretanto, no segundo tempo, não suportou a intensa pressão imposta pela agremiação da capital baiana e acabou sofrendo a virada. O resultado? Invasão de campo por parte dos torcedores da Macaca, quebra-pau generalizado, jogo encerrado precocemente restando 6 minutos para o fim do tempo regulamentar e Ponte Preta rebaixada para a segunda divisão da liga nacional.

Fica o questionamento: até quando esse tipo de atitude, como a do zagueiro Rodrigo, será vista no futebol brasileiro? Se tais coisas eram comuns no futebol praticado no passado, não quer dizer que precisamos levá-las para o presente e futuro, como uma tradição imbecil que deve ser cultivada. Até porque, como tudo na vida, o futebol evoluiu e continua evoluindo (ainda bem!) e esses tipos de comportamento não têm mais espaço na atualidade, seja pelas câmeras que filmam tudo durante o jogo, seja pelo respeito que tem que existir entre companheiros de profissão.

Não sou contra a preservação das tradições (seja no futebol ou não) quando são positivas. Mas quando se trata de algo tão asqueroso como o que fez Rodrigo, faço questão de botar o dedo na ferida, pois essa “malandragem” não pode se perpetuar num esporte tão excepcional e apaixonante. O jogo tem que ser jogado dentro das quatro linhas, com a bola rolando, através da prática do esporte e do grito vindo das arquibancadas. Tudo o que vai além disso deveria ser combatido por todos aqueles que amam esse esporte.

Temos que acabar com a cultura da malandragem, não só no futebol, mas também na nossa sociedade como um todo. Talvez assim, um dia possamos viver num país melhor e apreciar um esporte mais agradável. Por fim, meus parabéns ao zagueiro Rodrigo, que conseguiu com sua atitude contribuir imensamente para o revés pontepretano na peleja em questão e acabou sendo decisivo para o descenso do time de Campinas. Malandro é malandro, mané é mané.

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