David Chagas

MAIORIDADE PENAL

Maioridade penal? Polêmico, o tema ainda será assunto de muita discussão. Foi aprovado ou não? Só aqui, o eleitor que deveria ser o primeiro a saber, tem dúvida.  O que penso? Enquanto espero a decisão final do Congresso Nacional na mudança ou não da Constituição, recomendaria que de maneira séria pensassem a Educação, não como recurso argumentativo para angariar respeito de quem vota supondo que o candidato fará o que promete, mas atitude revolucionária, capaz mesmo de transformar a cara do país.

O desalento é grande porque se descobre, a cada dia, que não há poder capaz de coibir o mau jeito que os políticos de turno dão aos cidadãos que os procuram. Se você assina com eles os seus desmandos, têm tudo. Caso contrário, é vilipendiado, avexado, desrespeitado no que faz e no que pretende fazer. E os que estão ao redor do poder, cuja função é incensar as excelências de plantão em favor do contracheque do mês, perderam o senso e a razão, fascinados com a condição de filhos diletos da vaca profana, como diz o poeta.

Dia destes, ao ouvir uma crítica feita pelo cineasta Arnaldo Jabor, aplaudi ao ouvi-lo cantarolar uma canção qualquer da música brasileira que fechava o assunto em correta concordância com suas ideias.

Sem imitá-lo, já havia decidido que faria o mesmo diante de tudo que tenho sido obrigado a assistir nos três níveis de poder, municipal, estadual e federal. Como sou desafinado, só ameaço, porque cantar mesmo, não daria. Até o banheiro se ressente da minha desafinação. Serve, no entanto, para alertar o quanto é importante ter senso crítico. Tivessem algum senso os parlamentares do Congresso e não permitiriam fazer o que fazem com cada um de seus eleitores, brincando com a história da maioridade penal. Você por certo viu  as determinações ditatoriais do presidente da Câmara e as seguidas discussões acerca de um tema que já havia sido rejeitado e volta à casa, menos de vinte e quatro horas depois. O que andam fazendo com o Brasil? Na hora do voto, é preciso que cada um saiba em quem deposita confiança para que as inconsequências do ato não acabem por atingir a todos como ocorre agora.

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