Antonio Archangelo

Luto pela morte do jornalista Marcos Guerra

Jornalista Marcos Guerra (Foto: divulgação)

A Rede Amarribo, ONG criada para combater a corrupção, divulgou nota de luto pela morte do jornalista Marcos Guerra que mantinha o Blog Ubatuba Cobra onde criticava os desmandos daquela cidade.

Confira:

A noticia é triste por si só, mais triste ainda porque era um ativista social que desde 2010 vinha lutando contra a corrupção em Ubatuba e mais triste ainda, pelo arrojo dos algozes canalhas ao fazerem isso na data do Natal, quando o que se celebra é o amor, a paz, a fraternidade.

Os ativistas sociais, são verdadeiros heróis, que lutam sozinhos, sem amparo da Justiça. As leis protegem os “fora da Lei”. A impunidade é combustível poderoso para os bandidos. Mudar as Leis, não é fácil, estamos tentando há 15 anos. Poucos avanços, mas os corruptos e assassinos ainda tem mais proteção da Justiça e das Leis, do que os que lutam contra esse mal.
A Rede AMARRIBO-IFC está enlutada nesse momento e solicita às autoridades que façam prevalecer a Justiça para que continuemos acreditando nesse País.
À família nossos mais profundos sentimentos de pesar e que reÚnam forças para subsidiar a Justiça na busca pelos assassinos e seus mandantes.

REDE AMARRIBO – IFC

www.amarribo.org.br 

Transparency International: Global Coalition Against Corruption

De acordo com a Folha de São Paulo, o jornalista, de 51 anos, foi assassinado a tiros na madrugada de quarta-feira (24), em casa por dois homens em uma moto. Nada foi levado do local, de acordo com a polícia. Marcos Guerra mantinha o blog “Ubatuba Cobra” desde 2005, em que relatava problemas da cidade e fazia críticas às autoridades locais.

De acordo com pai do jornalista, cujo nome não foi divulgado, ele vinha recebendo ameaças recentemente em função de sua atuação no blog. No boletim de ocorrência, ele disse não saber de quem partiam as ameaças. A Polícia Civil, que investiga o caso, afirma que nenhuma hipótese pode ser descartada.

Cabe lembrar que sessenta jornalistas morreram em 2014 devido ao seu trabalho, dez a menos que em 2013, informou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Em seu relatório anual, a organização, com sede em Nova York, destaca que os últimos três anos foram o período com “o pior saldo de mortes” já registrado pelo CPJ. O comitê ressalta ainda a alta proporção de mortes entre os correspondentes estrangeiros, cerca de um quarto do total.

O CPJ está investigando ainda a morte de mais 18 jornalistas neste ano para determinar se foram relacionadas com a atividade profissional.

(Foto: Divulgação)

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