Fabíola Cunha

A hora e a vez de…

Ainda falta um tempo para que saiam as indicações ao Oscar 2015, mas o cenário está montado, com a divulgação das indicações para o Globo de Ouro e o Screen Actors Guild (onde atores premiam atores).

Esta é a hora e a vez de Michael Keaton.

Sim, o Batman dos dois filmes de Tim Burton, lá nos anos 80. Sim, Beetlejuice! Beetlejuice! Beetlejuice! também de Burton, também dos anos 80. Keaton nunca conseguiu alcançar o sucesso de Johnny Depp, outro parceiro de Burton, e ultimamente só fez filmes, ahn, bem…ruins. Não à toa, ele protagoniza “Birdman”, sobre um ator veterano decadente que é assombrado pelo super-herói que interpretou anos atrás. Dirigido por Alejandro González Iñárritu (de “Babel” e “21 Gramas”), o filme tem ainda Edward Norton e Emma Stone, ambos nomes fortes para prêmios coadjuvantes.

Esta é a hora e a vez de “Boyhood”.

Sim, o filme que foi filmado durante 12 anos, enquanto o protagonista crescia. A história é simples: a vida de Mason dos 5 aos 18 anos. Prepare o lencinho, pois embora simples, a premissa dá origem a um longa, ao que tudo indica, tocante para qualquer um que tenha um coraçãozinho no peito. No elenco, Ethan Hawke e Patricia Arquette, que interpretam os pais e envelhecem em frente às câmeras sem qualquer pudor.

Esta é a hora e a vez dos cientistas britânicos.

“The Imitation Game” e “A Teoria de Tudo” focalizam a vida e obra de dois renomados homens da ciência. O primeiro retrata a jornada de Alan Turing, matemático, para desvendar o código Enigma durante a 2ª Guerra Mundial, trabalho que fez o então primeiro-ministro Winston Churchill declarar que Turing foi o indivíduo que mais contribuiu para que a Alemanha perdesse a guerra. O segundo filme fala da juventude de Stephen Hawking, quando descobriu ser portador de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e conheceu Jane, sua primeira esposa.

 

Esta é a hora e a vez de Julianne Moore. Linda, elegante, atriz destemida, linda e…já disse que ela é linda e ótima atriz? Aos 53 anos parece ter chegado a hora de premiá-la e corrigir injustiças monumentais (na minha modesta opinião, ela deveria ter todos os prêmios do mundo por “Boogie Nights”, “Magnolia”, “As Horas”, “Fim de Caso” e “Longe do Paraíso”). Para o Globo de Ouro, são duas indicações: melhor atriz em Comédia, “O Mapa das Estrelas”, e melhor atriz em Drama, “Still Alice”. Difícil escapar.

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