Vivian Guilherme

Garrafa Vazia: O último dos moicanos

Rio Claro sempre carregou a fama de ser um celeiro de artistas, sobretudo, na música. Com tantos nomes conhecidos no segmento é difícil listar apenas um, entretanto, peço licença para tomar o texto da coluna desta semana para resenhar o último disco da banda Garrafa Vazia. Podem dizer que a minha opinião “não vale”, pois já trabalhei fazendo assessoria para os meninos, mas acredito que apenas a minha opção por assessorar já diz um pouco sobre o que acho do trabalho e da sonoridade da banda.

Letras não muito ortodoxas, riffs bastante simples – porém não simplórios – e um vocal diferenciado são as principais características da banda que traz o punk para esta década. O que julgo ainda mais interessante no grupo é ser ainda, perdão pelo jargão, “o último dos moicanos”. Uma das últimas bandas rio-clarenses surgidas no começo dos anos 2000 que se mantém ativa no cenário musical e, principalmente, acima de tudo, fazendo músicas autorais.

Já cansei de falar sobre a importância das músicas autorais no cenário musical e falo novamente sobre isso na cena de Rio Claro. Muitas bandas surgiram, muitas sumiram, algumas tentaram canções próprias, outras nem arriscaram. E é por isso, não exclusivamente, que considero os garotos do Garrafa Vazia verdadeiros ‘heróis do rock rio-clarense’. Não só por transitarem por festivais de metal, de punk, de rock, de pop e até tocarem em casas de shows, mas por terem boa relação com todos os músicos da cidade e região.

O que mais me instiga é o fôlego. A maior parte dos músicos desiste no meio do caminho. Ainda mais os músicos que seguem a tendência do punk – que a maioria acaba apontando como um “delírio adolescente”, os anos de calças rasgadas, cabelos coloridos e coturnos. Os meninos do Garrafa não seguem o estereótipo visual, mas são extremamente ligados às ideologias DIY (do it yourself, ou, faça você mesmo), promovem fanzines, organizam festivais, fazem vídeos, lançam canções novas todo mês, frequentam shows, entre tantas coisas.

Por fim, era para que eu resenhasse o disco “Back to Bacana”, mas acabei resenhando a banda, acho que você vai ter que ouvir o disco e tirar suas próprias conclusões, já adianto que você vai conferir as características já conhecidas da banda, mas com maior qualidade na gravação. Ah! Antes que me critiquem, não me esqueci de outras bandas que merecem a mesma atenção, como o Dezakato, por exemplo, mas isso fica para uma próxima semana. Até lá!

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