Carine Corrêa

Flor&ser

Manhã do primeiro dia de primavera e acordei inspirada: “Desabrochar todas as pétalas internas. Entregar-se para o sol de peito aberto. Regar-se pelas energias circulantes no Universo. Florescer e espalhar as flores e polens. Passarinhos batem suas asas comunicando: a Primavera chegou para nos conectar”.
O amigo revelador de belezas já enviou logo pela manhã, saudando a nova estação: “O divino escreve mistérios espirituais em seu coração, onde eles esperam silenciosamente por serem descobertos”. É tempo de flor&ser. Florescer.
Pensei em uma de suas fotos, um jardim iluminado em meio à escuridão. A ideia da fotografia é fazer alusão às nossas sombras internas, o poeta revelador de belezas soprou: “No fim/ do fundo/ do fosso/ da minha escuridão, há um jardim/ a fotossíntese sustenta a promessa/ fótons abissais rarefeitos, vaga-lumes lumiam o devir”.
E então os sincronismos. Quando estamos abertos para as mensagens do dia, associamos as situações em sincronicidade: permitimos que nosso coração enxergue além do ordinário. Tudo vai se conectando e “fazendo sentido”. Até o absurdo passa a fazer sentido. Fazer sentido é fundamental para uma vida em conexão ao divino: o materialista morre de depressão pois não consegue entender o quebra-cabeça, enxerga apenas peças soltas. Fazer sentido é ver a conexão que há em tudo. Antes de vir para o trabalho, no final da manhã de Primavera, estava em uma atividade de rotina da casa quando senti os raios solares em minha pele. Estavam pulsando no meu interior as reflexões de flor&ser na nova estação. Foi então que, ao pensar nas sombras, abri meus braços em direção ao céu. Entendi que a flor desabrocha; se abre. Por isso é revelada sua beleza.

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