Vivian Guilherme

Festivais sem dias perfeitos

Na última semana foi divulgado o line-up completo por dia do Festival Lollapalooza Brasil. Estava aguardando ansiosa pela escalação por dia, porque no geral o evento prometia diversas atrações que esperava há tempos para conferir ao vivo. Mas, como sempre acontece, a divisão nunca agrada. Esse é o mal dos festivais com mais de um dia de duração. A escalação completa é perfeita, mas, na divisão, dificilmente vale a pena. Isso porque é muito difícil agradar a todos. Faz muito tempo que não consigo ir a um festival e a razão é exatamente esta. Não consigo encontrar um dia que realmente valha a pena pagar os cerca de R$ 200 do ingresso.

Nesta edição do Lollapalooza, tranquilamente pagaria para ver Smashing Pumpkins, Interpol, Three Days Grace, Pitty, Far from Alaska, Bastille e Robert Plant. Que, também, tranquilamente poderiam estar escalados para o mesmo dia de festival. Entretanto, como nem tudo é perfeito, Bastille e Robert Plant não estão no mesmo dia dos demais. Apesar desse incômodo, foi a primeira vez que faltou pouco para a escalação ser perfeita. Em todas as demais vezes, seja em Rock in Rio, SWU etc, a divisão ficava meio a meio. Aí não valia a pena mesmo.

Quem teve a oportunidade de ir a alguma edição do Live ‘n’ Louder, sabe exatamente quando falo em escalação perfeita. E olha que estou falando de 2005, 2006. A primeira edição conseguiu reunir no mesmo palco Scorpions, Nightwish etc. Já a segunda edição se superou e trouxe David Lee Roth, Stratovarius, Doro, After Forever e outras. Com um detalhe muito peculiar e louvável: bandas nacionais em horários nobres. Muito difícil ver festivais que coloquem bandas nacionais tocando próximas ao horário da banda principal.

Essa, na verdade, é a maior queixa dos músicos brasileiros. Na primeira edição do Lollapalooza, Lobão foi tachado de chato e tantos outros termos não muito agradáveis, a que ele já está acostumado. Isso porque ele desistiu de tocar no festival em cima da hora, quando disseram a ele que tocaria logo no começo do festival. Eu achei realmente uma atitude propositiva, defender a valorização dos músicos brasileiros. Infelizmente, nem todos os músicos encararam dessa forma. Mas, se todos tivessem uma atitude semelhante, não haveria mais tanto músico nacional tocando de graça, implorando por um espaço e vivendo jornada dupla para poder sobreviver. Isso tudo é apenas um reflexo de como cada músico encara seu próprio trabalho, valorizando ou não.

Apesar dessa paixão em tocar sempre por último, devo confessar que, em um festival com tantas atrações, quem sai ganhando mesmo é quem toca na metade da programação. Isso porque, no final do show, metade foi embora e a outra metade já está bêbada demais para conseguir ouvir qualquer coisa. #ficaadicaa

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