Vivian Guilherme

Eu não confio no Ibope

Nessa semana, por um acaso, enquanto folheava o Estadão, parei na página que traz a programação das emissoras e alguns índices do Ibope. Na página estavam os três programas de tevê mais assistidos nas emissoras abertas. Nenhuma novidade, Jornal Nacional, novela das nove, jogo de futebol, desenho infantil, enfim… Nem vou mencionar os restantes que estavam no páreo, afinal, nem vale tanto a pena assim. Dedico esta coluna para falar especificamente dele, o Ibope.

Houve um tempo em que eu acreditava piamente nele. Com uns 12 ou 13 anos de idade eu não entendia como ele funcionava, mas já tinha a noção de que era a partir dele que se determinavam os programas que continuariam na grade ou as emissoras que continuariam em funcionamento, recebendo verbas publicitárias.

A partir desse raciocínio lógico, não era difícil ver eu ligando todas as televisões da casa dos meus pais, logo que começava a passar o videoclipe da minha banda favorita na MTV ou o meu programa favorito em qualquer emissora. A ideia era: “esse programa é muito bom, não pode acabar, tenho que mostrar que tem Ibope para não tirarem do ar”. A mesma lógica para o videoclipe: “eles vão perceber que tem mais gente vendo esse clipe e vão aumentar a veiculação da banda”.

Quase vinte anos depois eu sei que tudo isso não passava de ilusão. Mas vale dizer que muita gente ainda acredita que isso é possível e, teimosamente, mantém os televisores ligados nos canais para ‘dar Ibope’, principalmente, quando o assunto é religião. Mas não, ninguém mede o Ibope pela televisão da sua casa, colega, é melhor economizar energia neste período de crise econômica.

Bom, mas esclarecendo, na teoria, o tal Ibope é uma amostragem na qual são selecionadas estatisticamente algumas residências a partir de um levantamento socioeconômico do próprio órgão. As televisões dessas casas ‘escolhidas’ são acopladas com um aparelho que envia as informações para o Ibope.

Portanto, se sua casa não tem esse aparelho, esqueça, não adianta nem tentar dar publicidade para essa ou aquela emissora, porque não vai funcionar mesmo. Aliás, tenho que dizer que não conheço NINGUÉM que possua ou tenha visto esse sistema. Por isso, desde que descobri como funciona, eu nunca mais acreditei no Ibope.

Afinal, fica difícil acreditar em coisa que a gente nunca viu. Tempos atrás algumas emissoras intencionaram buscar formas alternativas para medir a audiência, veremos…

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