Antonio Archangelo

Em entrevista, Moreira Franco cita Ulysses Guimarães

O mais ilustre dos rio-clarenses, Ulysses Guimarães teria deixado um legado para o PMDB que estaria, inclusive, norteando as ações do presidente em exercício, Michel Temer. A constatação é do secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República e presidente da Fundação Ulysses, Moreira Franco.

Em entrevista, exclusiva, Moreira Franco lembra que “Doutor Ulysses sempre foi um homem adepto do diálogo e deixou esse exemplo entre nós, do PMDB. Essa postura, inclusive, é o que tem norteado as decisões do presidente Temer. Ele tem conversado com todos, em busca da construção da unidade e do crescimento do Brasil. Num gesto que faz para disseminar, assim como fez Doutor Ulysses, o princípio da República que diz ‘não roubar, não deixar roubar e colocar na cadeia quem rouba”, citou à reportagem.

De acordo com ele, “o PMDB, ao longo dos últimos 50 anos, esteve presente em todos os momentos importantes do país. Na Anistia Já, nas Diretas Já, no impeachment em 1992 e agora, em 2016. O partido, pela capilaridade que tem, entende esse sentido de urgência aclamado pela população em determinados momentos. E, por isso, exerce papel de unificar o país quando é preciso. Neste caso mais recente, as ruas pediram mudança. O PMDB entendeu isso e uniu o Brasil em prol de dias melhores”.

“O PMDB é um partido forte por conta da presença que tem nos municípios. Nós crescemos ao eleger prefeitos, principalmente em cidades do interior. Como essa é a nossa raiz, as eleições municipais são extremamente importantes. É claro que, neste ano, as questões nacionais vão fazer parte dos debates locais. Afinal, os problemas na economia afetam o bolso de todos. Mas temos a certeza de que esse novo momento em curso, com possibilidade de melhoras, vai colaborar. Já sob o ponto de vista de alianças, cabe ressaltar que é tradição da Executiva não interferir nas eleições municipais”.

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Wellington Moreira Franco, 71 anos, já foi deputado federal pelo Rio de Janeiro por três vezes. Prefeito de Niterói e governador do Rio de Janeiro de 1987 a 1991. Já ocupou a vice-presidência dos Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e foi ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República no governo Dilma Rousseff (PT).

O peemedebista ainda comentou sobre os desafios do governo Michel Temer e citou os desafios impostos. Para ele, o Estado está quebrado devido a uma política econômica equivocada que teria sido adotada pela gestão de Dilma. Confira:

ECONOMIA  EQUIVOCADA
Desde o ano passado tenho repetido que o principal problema do Brasil está na economia. Por conta de uma política econômica equivocada, adotada pelo governo anterior, o país passa pela pior crise da história.

AJUSTE FISCAL
Mais de 11 milhões de pessoas estão desempregadas. Nesse contexto, o presidente Temer tem como desafio, já em prática, fazer o ajuste fiscal, diminuindo sobretudo os gastos públicos; e adotar medidas que estimulem a geração de empregos.

O ESTADO ESTÁ QUEBRADO
E aí entra a força-tarefa do programa de parcerias, criado em Medida Provisória. Como o Estado está quebrado, entendemos que fazer parcerias com o setor privado para investimentos em infraestrutura é a solução para fazer o Brasil voltar a crescer.

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