Adriano Carioca

Elimine agora o medo da sua vida

Vencer o medo

Em toda a minha vida (não que seja muito tempo, claro…rs) nunca conheci uma só pessoa que não tivesse medo de algo. Dos mais comuns, como cobras e aranhas, altura e escuro, lugares fechados ou multidões, ele sempre está ali presente, em algum lugar, muitas vezes como uma pequena farpa no dedo, outras como um grande fardo a ser carregado por anos e anos. Mas alguma vez você já se perguntou por que sentimos tanto medo? Eis aqui uma explicação que remota desde os nossos mais antigos ancestrais. O cérebro humano, de uma forma bem superficial, possui 3 divisões: cérebro primitivo ou reptiliano (chamado também Complexo-R pelo neurocientista Paul MacLean), o cérebro intermediário ou límbico e finalmente o cérebro superior ou neocórtex. Pois bem, essas três unidades cerebrais formam uma única unidade, o nosso cérebro.

Cérebro trino

Cérebro trino: reptiliano, límbico e neocórtex

Como nosso assunto de hoje é o medo, vamos primeiramente nos fixar no cérebro primitivo, ou reptiliano (calma que eu já vou explicar isso), e, num segundo momento no cérebro superior, ou neocórtex. Enquanto homens da caverna, possuíamos uma grande influência de nosso cérebro primitivo, responsável pela nossa autopreservação. Pense comigo, quantos perigos não deviam existir num ambiente tão hostil como era o planeta Terra naquela época, o que exigia dos nossos reflexos uma atenção enorme. Você conhece algum sentimento capaz de colocar todo o nosso corpo em alerta frente a uma noção real de perigo? O MEDO, exato! Dessa forma, o medo era usado por nosso sistema reptiliano (cérebro primitivo) como forma de nos proteger, enviando impulsos para nosso olfato, como forma de farejar o perigo, para os membros superiores e inferiores nos preparando para atacar ou correr e, assim, minimizar qualquer dano ou risco. Com o tempo e a evolução do cérebro, essas funções foram perdidas ou praticamente minimizadas, porém nosso cérebro reptiliano continua ali, enviando impulsos sempre que uma situação é interpretada por nós como perigo à vista. Porém, contudo, entretanto e todavia, esses impulsos que nos faziam sentir medo frente a situações de perigo, hoje acabam refletindo muito mais em situação IMAGINÁRIAS do que REAIS, impedindo que nos coloquemos em ação.

O medo imaginário

O medo imaginário

E é exatamente aí que entra o cérebro superior, ou neocórtex, responsável pela racionalização das informações. Vamos raciocinar, a maior parte dos medos que sentimos se referem a situações que ainda nem aconteceram, são mais suposições do que poderá ser isso ou aquilo sobre coisas que ainda estão por vir, e que de fato talvez nunca aconteçam.

Pior que isso, simplesmente por termos tanto medo daquele resultado em particular, acabamos colocando muito foco naquela visão futura, e quanto mais foco você coloca em algo, mais aquilo se expande. Assim, você não vai para ação como deveria ir, não tem os resultados que poderia ter, logo aquele medo inicial se reafirma com verdade e você acaba reafirmando o comportamento de que medo é igual a fato.

E tudo isso se agrava ainda mais quando passamos a ter uma visão da vida dividida entre sucessos e fracassos, pois nenhum de nós quer lidar com o fato de fracassar na vida. Mas e se o fracasso fosse um produto da nossa imaginação, algo que colocamos lá ou que foi colocado por uma sociedade que baseia seus valores em certo ou errado. Vamos usar um pouco do nosso neocórtex para pensar sobre isso?

Sucesso vs Fracasso

Sucesso vs Fracasso

Imagine que uma criança está aprendendo a andar e, como todas as outras, cai sem parar e por muitas vezes. De acordo com a cultura do sucesso/fracasso, podemos dizer que essa criança está fracassando todas as vezes que tenta andar e que desse jeito nunca chegará ao seu objetivo. Podemos até dizer que o correto seria que o pai dela a desestimulasse a tentar de novo, que talvez andar não seja o seu ponto forte. Você consegue conceber algo desse tipo? IMPOSSÍVEL!

Criança aprendendo a andar

É preciso cair para aprender a andar

É justamente cada queda que a criança sofre ao tentar andar que vai ensinar a ela o que exatamente deve fazer para ficar de pé, colocar um pé após o outro e aprender a andar com as próprias pernas. Ou seja, o fracasso faz parte do processo porque ele gera APRENDIZADO. Isso mesmo, fracassar nada mais é do que aprender, e em cada novo fracasso aprendizado nos tornamos mais fortes e mais sábios. Sendo assim, o medo deveria vire justamente de não fazer, de não aprender, de não colocar em prática o que você já aprendeu até aqui num ambiente seguro para gerar mais e mais aprendizados.

Thomas Edison, que falhou mais de 2 mil vezes antes de conseguir criar a lâmpada, dizia que muitos fracassados na vida eram pessoas que não faziam ideia do quão perto do sucesso estavam quando desistiram.

E como eu elimino agora o medo da minha vida? Uma das melhores formas de fazer isso é criar um embate interior entre seu cérebro primitivo e o superior, reptiliano versus neocórtex. De que forma você faz isso? Através de PERGUNTAS PODEROSAS. Sempre que você sentir medo de fazer algo, faça as seguintes perguntas:

1ª Qual é o seu maior medo com relação a essa mudança que você gostaria de fazer na sua vida?

2ª Como é esse medo? O que você pensa, sente e escuta quando esse medo está dentro de você?

3ª Como vou estar daqui há 20 anos se não realizar essa mudança que eu quero agora?

4ª No pior cenário, se você for atrás desse sonho e der de cara no chão, quanto tempo vai demorar para se erguer novamente?

5ª E se você tivesse certeza de que daria certo, o que você faria?

Se por algum motivo, mesmo após essa sessão de perguntas poderosas, você continuar com medo de fazer algo que gostaria muito, faça como o conquistador Hernán Cortés. Em 1519, Hernán chega à península do México com o objetivo de conquistar as terras Maias repletas de tesouros. Porém, muitos anos antes vários outros conquistadores tentaram e falharam nessa meta. Cortez chega ao novo continente com 600 espanhóis, 1 cavalo e 11 navios, porém seu exército não possuía armaduras para combate. Diferente dos seus antecessores, Hernán Cortés decide reunir seus homens na praia antes de ir para o combate e motivá-los com um discurso de motivação. Naquele dia, 3 palavras fizeram toda a diferença para aqueles soldados: QUEIMEM OS NAVIOS!

Queimem os navios!

Queimem os navios!

Então, sem ter como retornar para casa, a únicas opções para aquele grupo de espanhóis eram: ganhar ou morrer. Hernán Cortés se tornou o primeiro conquistador daquela região.

Portanto, quando o medo for grande o suficiente para impedir você de agir, mesmo que queria com muita vontade, queime seu navio e torne o sucesso sua única opção.

#NosVemosNoTopo

 

 

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