Vivian Guilherme

Carta à nova Secretaria de Cultura

As expectativas eram grandes quanto ao anúncio do novo secretariado que deve assumir no próximo ano o comando da nossa Cidade Azul. Sobretudo, com a equipe que cuidará da cultura do município, que agora, além de englobar somente a cultura, deve incorporar o Arquivo Público e a Fundação Ulysses Guimarães.

Como espectadora assídua da cultura no município, aproveito para assinalar e sugerir alguns pontos essenciais para que Rio Claro volte a respirar cultura novamente. Um dos pontos é lembrar que cultura é muito mais que eventos pontuais, é muito mais formação, incentivo e investimento na construção de plateias consumidoras de cultura. Com isso, é preciso um contato direto entre secretarias de Educação e Cultura, o começo de tudo, formar alunos que gostem de música, teatro, cinema, literatura e artes plásticas.

Outro fato são as bibliotecas que precisam de um incentivo a mais, a proposta do projeto Livro Vivo era muito boa e não dá para entender por que não deu tão certo. Talvez incentivar a realização de atividades dentro das bibliotecas possa fazer com que o público conviva melhor com esse espaço e aprenda a utilizar este equipamento público. Quem sabe um acervo interativo, na internet, onde você pudesse pesquisar as obras disponíveis nas bibliotecas do município?

Quanto ao Arquivo, torço para que a pessoa que tomará conta dessa diretoria seja tão competente quanto a atual superintendente. Maria Teresa Arruda Campos desenvolveu no Arquivo um projeto simplesmente impecável, com a publicação de livros resgatando a história da cidade de diversas formas, promoveu debates, incentivou a gravação de documentários, além da informatização do acervo e cuidados mais que especiais com a história da cidade. É um trabalho que precisa ser mantido. Há ainda uma série de observações a serem feitas, mas deixo para uma nova oportunidade…(sobre o patrimônio histórico, afinal, cadê o Museu?!?!??!)

Outro detalhe é o Centro Cultural: quantas administrações passaram, prometeram e não cumpriram? O espaço continua velho, com diversos problemas estruturais e sem utilização pela maior parte dos rio-clarenses. Aliás, espaço para realização de eventos de grande porte é o que mais falta. Entretanto, ressalto um bom trabalho desenvolvido pela atual administração ao resgatar a antiga Philarmônica. A questão agora é: compensa continuar pagando aluguel do atual Casarão da Cultura?

É preciso também retomar a discussão sobre a lei municipal de incentivo à cultura. Por que ela só funciona para alguns? Por que não há incentivo para que mais artistas se beneficiem dela? Além disso, capacitar e preparar os artistas locais e contadores para utilizar melhor as leis estaduais e federais de incentivo à cultura. Quanto mais utilizar recursos privados para eventos públicos é sempre melhor, assim a cultura não se torna refém financeiramente da prefeitura.

Por último, volto a bater na tecla do som da prefeitura. A aquisição de uma aparelhagem de som para reduzir os custos com aluguel, já que todas as secretarias se utilizam desse tipo de equipamento. Por fim, a proposta de instituir editais em vez de subvenções. Com os editais é possível contemplar mais projetos e cobrar as propostas.

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Um comentário

  • Jenyberto Pizzotti
    7 de dezembro de 2016 - 10:59 | Permalink

    EXCELENTE !
    Jenyberto Pizzotti
    [email protected]

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