Roberta Moraes

AUTOESTIMA

 

Em psicologia autoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo: “eu sou competente/incompetente”, “eu sou benquisto/malquisto”) e emoções autossignificantes associadas (por exemplo: triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo: assertividade/temeridade, confiança/cautela).

Em acréscimo, a autoestima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de autoestima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de autoestima). Finalmente, a autoestima pode ser específica de uma dimensão particular (por exemplo: “acredito que sou um bom escritor e estou muito orgulhoso disso”) ou de extensão global (por exemplo: “acredito que sou uma boa pessoa, e sinto-me orgulhoso quanto a mim no geral”).

A autoestima  é o julgamento, a apreciação que cada um faz de si mesmo, sua capacidade de gostar de si. O caminho mais viável para uma autoestima positiva é o autoconhecimento. Conhecer seu próprio eu é fundamental, pois implica ter ciência de seus aspectos positivos e negativos, e valorizar as virtudes encontradas. Este diálogo interior requer um voltar-se para si mesmo.

Resumidamente autoestima é:

* O julgamento que você faz de si mesmo.

* É autoconfiança, auto-respeito e auto aceitação.

* É se sentir confiante e adequado. 

* É se sentir competente e merecedor.

É a autoestima que determina se você é capaz de dominar os problemas do dia a dia, como também determina sua capacidade de se respeitar e fazer valer os seus direitos e suas necessidades.

Quanto maior a auto-estima maior será a capacidade em lidar como os problemas.

Quanto mais você se aprovar é possível que mais pessoas irão gostar de você e mais relações saudáveis terá.

Autoestima é o que você pensa sobre você mesmo, não o que o outro pensa sobre você. Por isso autoestima está muito próxima da autoconfiança, é garantir que você seja sua própria referencia, e não viver sob a referência do outro, do que o outro aprova ou não. Para quem tem boa autoestima a aprovação do outro é apenas conseqüência!

Não ter autoestima é se sentir inadequado, se sentir errado diante das pessoas e da vida. É considerar que não será capaz, não será competente.  É o sentimento de ser errado como ser humano.

Quando falta  autoestima falta também a autoaceitação. Aceitar a si mesmo não significa gostar de tudo o que há em você, significa ser consciente do que é. Somente sendo consciente podemos melhorar no que for preciso. Autoestima é uma visão realista e positiva de si mesmo!

 

 Características da baixa auto-estima:

– insegurança

– inadequação

– perfeccionismo

– dúvidas constantes

– incerteza do que se é

– sentimento vago de não ser capaz de realizar nada >> depressão

– não se permitir errar

– necessidade de agradar

–  necessidade de aprovação e reconhecimento

 

O que diminui a auto-estima?

– críticas e autocríticas destrutivas

– culpa

– abandono

– rejeição

– carência

– frustração

– vergonha

– inveja

– timidez

– insegurança

– medo

– humilhação

– raiva

– e, principalmente: perdas e dependência (financeira e emocional)

 

 

 

 

Quando  a autoestima começa a se formar:

Na infância. A partir de como as outras pessoas nos tratam. Quando criança pode-se alimentar ou destruir a autoconfiança. Auto-estima baixa geralmente está relacionada a falsos valores. Crença que é necessária aprovação da mãe ou pai.

 

Para elevar a auto-estima é preciso:

– autoconhecimento

– manter-se em forma física (gostar da imagem refletida no espelho)

– identificar as qualidades e não só os defeitos

– aprender com a experiência passada

– tratar-se com amor e carinho

– ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)

– manter diálogo interno

– acreditar que merece ser amado(a) e é especial

– fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.

Consequências da autoestima elevada:

– mais à vontade em oferecer e receber elogios, expressões de afeto

– sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem

– harmonia entre o que sente e o que diz

– necessidade de aprovação diminui

– maior flexibilidade aos fatos

– autoconfiança elevada

– amor-próprio aumenta

– satisfação pessoal

– maior desempenho profissional

– relações saudáveis

– paz interior

 

 

 

CUIDE-SE!

 

Até a Próxima!
RLM

 

REFERÊNCIAS

1. A Autoconfiança e a Auto-estima – Joseph Murphy

2. A Carícia Essencial: Uma Psicologia do Afeto – Roberto Shinyashiki

3. Autoestima – Lair Ribeiro

4. Aprendendo a Gostar de Si Mesmo – Louise Hay

5. Cuide-se Mais – Augusto Cury

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3 Comentários

  • 3 de junho de 2015 - 11:44 | Permalink

    Estima ou amor é como um filtro d’água.
    Na medida em que as pessoas vão pegando água, a caixa vai ficando vazia……. Para não ficar vazia deverá estar ligada a uma fonte, de forma que na medida que sai água entra água….. Dessa maneira nunca vai ficar vazia.
    Do mesmo modo, se o filtro conter estima ou amor, na proporção em que a pessoa vai dando estima ou amor, sem estar conectada à fonte, vai ficar vazia. Nesse caso a fonte é o EU interior ou Deus interno, razão da autoestima ou do autoamor…….

    • 13 de junho de 2015 - 02:46 | Permalink

      Só podemos dar o que damos a nós mesmos! Ninguém é capaz de verdadeiramente amar… Sem amar a si mesmo!

  • Sueli Rockenbach Ávila
    7 de setembro de 2016 - 09:38 | Permalink

    Como pais temos grande responsabilidade em construir autoestima de nossos filhos com incentivo a autonomia mas não esquecendo da proteção educação e principalmente nosso exemplo que arrasta….palavras duram pouco.

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