Carine Corrêa

A influência do personagem na natureza

Uma tarde de domingo. Deitada no chão, aprecio a copa das árvores em contraste com o céu azul. Um pássaro atravessa o meu campo de visão com a graciosidade do seu voo. Ouvindo uma mensagem de Marco Schultz, especializado em atividades de integração do corpo e a mente, faço conexões entre ego, personagem, antropocentrismo e natureza.

Basicamente, Schultz faz um ‘convite’ para que os personagens que assumimos nas relações com o outro saciem sua sede. Aqueles que têm a sede do personagem que mostramos ao mundo devem buscar saciá-las e gastá-las até que, chegarão a certo ponto, em que sua limitação do personagem não satisfaz algo mais profundo e infinito.

O personagem, assumimos em virtude do ego: a base de toda a prática antropocêntrica exercida pelo Homem e que se mostrou falida em sua relação com o mundo. Antropocentrismo esse que valoriza o legado das edificações produzidas pelo homem, que ocupam cada vez mais as áreas verdes e vivas deste planeta.

Ainda nesse sentido, assisto a um documentário que credita a crise em nosso mundo à crise da consciência. Muitos tentam classificá-la como crise social, econômica ou política. Nas redes sociais esses discursos vibram em uma proporção assustadora. Nossa crise, segundo esse documentário, é uma crise de consciência, uma incapacidade de experimentarmos diretamente nossa verdadeira natureza. Uma incapacidade de reconhecer essa natureza em todos e todas as coisas. É a interferência do personagem na natureza, ao ponto de colocar em risco o ambiente que nos cerca.

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