Greve dos funcionários chega ao fim, diz assessoria dos Correios

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Sidney Navas

Santa Gertrudes enfrenta problemas na hora de receber cartas pelos Correios
A paralisação dos funcionários dos Correios chegou ao fim, diz a empresa (Foto Ilustrativa)

Informações oficiais fornecidas pela assessoria de imprensa dos Correios, dão conta de que o movimento de paralisação dos funcionários chegou ao fim em todo o Brasil. Em nota, a empresa afirma que desde a última quinta-feira (19) terminou a greve na região do Vale do Paraíba; e às 0h de sexta-feira (20) o mesmo aconteceu na região Metropolitana de Campinas (inclusive em Rio Claro, que pertence a sua base sindical). Os Correios garantem que os empregados estão trabalhando normalmente.

‘Toda a rede de atendimento está aberta e todos os serviços, inclusive a entrega de Sedex e o Banco Postal, estão disponíveis nas unidades de atendimento. Quanto às entregas de correspondências e encomendas, os Correios estão adotando plano de contingência para garantir a entrega de cartas e encomendas”, explica a nota distribuída a imprensa. Aqui em Rio Claro, segundo um grupo de funcionários, o movimento sequer prejudicou o atendimento, já que ninguém teria aderido a greve.

Professores

Enquanto isso, os professores da rede paulista estadual de ensino, seguem de braços cruzados. No município, o manifesto que começou de forma tímida, aos poucos vem aumentando sua participação. No início apenas dois docentes tinham aderido e, agora, esse número subiu para 14, segundo o diretor da Apeoesp, Ademar de Assis Camelo.

Mas se de um lado, aqui o envolvimento dos professores é pequeno, nas demais localidades do Estado os números revelam outra realidade. De acordo com levantamento feito pela Apeoesp, até a última quarta-feira (18), 35% da categoria estava parada, o que representa 86 mil de um total de 230 mil professores. Fazem parte deste universo, cidades da região como Ribeirão Preto, Sorocaba, São Carlos, Araraquara, entre outras.

Na tarde de sexta-feira (20), os manifestantes se reuniram na capital paulista para protestar. Entre as principais reivindicações da categoria estão o fim da superlotação nas salas de aulas, abertura de novas salas, que teriam no máximo 25 alunos, aplicação da jornada da Lei Nacional do Piso, que prevê um terço da jornada cumprido fora da sala de aula, e melhores condições de trabalho. Caso nada seja apresentado por parte do governo, a greve seguirá por tempo indeterminado, avisa a categoria.

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