Ex-diretora do Gada se defende de condenação

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A ex-diretora do Grupo de Apoio e Defesa dos Animais (Gada), Roberta Escrivão Campos, informou que vai recorrer da decisão judicial que a condenou numa ação civil pública movida pela 7ª Promotoria de Justiça. Ontem (4), o Ministério Público informou que Roberta e outra ex-diretora da entidade foram condenadas por improbidade administrativa após terem usado, de forma ilegal e indevida, bens e recursos públicos da entidade em proveito pessoal, segundo o próprio MP.

A Justiça determinou que ambas restituam valores recebidos pela Clínica do Gada, além de pagar multa civil de duas vezes o montante indevidamente apropriado da entidade. Além disso, as duas ficam proibidas de contratar com o poder público por cinco anos e têm os direitos políticos suspensos por igual prazo. A associação sem fins lucrativos tinha convênio com a Prefeitura de Rio Claro para repasse de recursos para cumprimento de suas finalidades institucionais.

“Todas as contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas e pela Fundação Municipal de Saúde. Na sentença, o próprio juiz cita que o depoimento do veterinário denunciante é contraditório, uma vez que ele percebe rusgas pessoais contra mim”, afirma Roberta. Segundo a ex-diretora, todo o processo culminou antes da eleição de 2012 – na qual concorreu como candidata a vereadora – e que, portanto, isso seria um “golpe político”.

De acordo com o advogado de defesa de Roberta, Luiz Gonzaga Bovo Jr., a ação foi julgada parcialmente procedente. “Minha cliente teve uma condenação transitada em julgado. O processo está na fase de execução de sentença e nós não concordamos, portanto, vamos impugná-la, pois entendemos que é uma decisão injusta. A Roberta foi absolvida na esfera criminal pelo delito de maus-tratos”, afirma.

“Onde há enriquecimento ilícito se eu pago aluguel? Não tenho dinheiro em poupança nem paraíso fiscal, saí do Gada e fui trabalhar como caixa de supermercado e hoje leciono na rede estadual porque sou formada em matemática. Se quiserem quebrar meu sigilo bancário estou à disposição”, finaliza Roberta.

A reportagem do Jornal Cidade tentou contato com a outra ex-diretora também condenada na ação, no entanto não obteve retorno até o fechamento desta edição.

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