ALL é condenada por não dar água aos trabalhadores

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Da Redação

Trem de transporte de carga em tráfego por linha férrea que corta Rio Claro (foto arquivo)
Trem de transporte de carga em tráfego por linha férrea que corta Rio Claro (foto arquivo)

A ALL (América Latina Logística) foi condenada a pagar indenização de R$ 250 mil por não fornecer água potável aos funcionários nas unidades de Rio Claro, Itirapina e São Carlos. A sentença em primeira instância foi proferida pela juíza Cláudia Bueno Rocha Chiuzuli, da 1ª Vara do Trabalho de São Carlos. Ainda cabe recurso pela empresa.

A ação civil pública que deu origem à sentença foi proposta pelo procurador Rafael de Araújo Gomes, do Ministério Público do Trabalho em 2012, após constatação de irregularidades durante uma fiscalização. Os empregados eram obrigados a comprar garrafões de água para o consumo durante as viagens de trabalho ao longo da linha férrea, pois a empresa não fornecia o produto.

A água somente era disponibilizada nos pontos de parada. Além da indenização, a sentença determina que a empresa ofereça água fresca e potável gratuitamente aos trabalhadores sempre que necessário. A juíza fixou multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento.

O procurador destaca ainda que a concessionária enfrenta acusações referentes a outras irregularidades trabalhistas. Em ação movida pelo MPT de Araraquara, a ALL é acusada de submeter seus funcionários a trabalho similar ao escravo.

Em nota, a ALL diz: “A concessionária informa que sempre forneceu galões de água aos trabalhadores, compatíveis com as necessidades dos mesmos, cumprindo a exigência legal, já comprovando a entrega ao Ministério Público do Trabalho. A empresa irá recorrer da decisão”.

O vice-presidente do Sindpaulista (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas), Ariovaldo Bonini Batista, conta que foi o autor da denúncia ao Ministério do Trabalho que resultou na condenação. Segundo ele, os maquinistas enfrentam a mesma situação, agravada pela falta de banheiros dentro das composições. Bonini comenta que a empresa não tem preocupação com os trabalhadores e comete vários tipos de irregularidade. Ele conta que a concessionária já teve outras condenações judiciais e lamenta que a União permita que esses fatos ocorram, visto que o BNDES é acionista da empresa.

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