Crescimento do comércio eletrônico no interior pede cautela

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Fabíola Cunha

Procon tem lista de empresas de e-commerce que vendem dor de cabeça ao consumidor; número chegou a 388 em junho
Procon tem lista de empresas de e-commerce que vendem dor de cabeça ao consumidor; número chegou a 388 em junho

As cidades do interior de São Paulo lideram lista de compras virtuais no país, conforme pesquisa divulgada neste mês pela empresa de consultoria Conversion, o que comprova a força desse setor na economia do país, mas também ressalta a necessidade de pesquisar antes de comprar.

Segundo estudo da Conversion, cidades como Campinas, Santos, Ribeirão Preto, Presidente Prudente e Sorocaba estão entre as dez que mais movimentam o comércio eletrônico no Estado de São Paulo e os clientes do interior consomem até R$ 320 em compras online, um dos maiores valores médios do Brasil.

Mas o otimismo deve ser sempre acompanhado de boa dose de cautela, já que, no início de junho, a Fundação Procon atualizou sua lista de sites de e-commerce que vendem dor de cabeça ao consumidor: agora são 388 endereços.

Embora empresas de telefonia e TV por assinatura liderem o ranking municipal, é possível encontrar empresas de comércio eletrônico entre as que mais geram reclamações.

O diretor do Procon Rio Claro destaca que, embora o comércio em sites cresça exponencialmente, a segurança e respeito ao consumidor não acompanham esse aumento: “Os problemas continuam, não vejo cuidados dessas empresas com o serviço oferecido”, diz.

Ele também destaca que os golpes são o grande problema desse tipo de comércio: “a pessoa compra, não recebe e o site some”, resume. Para prevenir, é preciso conferir com uma busca simples se a empresa tem muitas reclamações registradas e, principalmente, se tem endereço físico: “Outro cuidado é nunca fazer depósito bancário em nome de pessoa física, a maior parte é golpista”, explica Santoro.

Produtos com preços muito abaixo da média também são isca para atrair futuras vítimas de golpe: “A pessoa vê um tablet por R$ 300, sabe que custa R$ 800 e mesmo assim compra, caindo no golpe”, finaliza Santoro.

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