Consumo de água tem redução de 10% no mês de março em Rio Claro

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Adriel Arvolea

Segundo levantamento do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) de Rio Claro, o consumo médio no município é de, aproximadamente, 1.160.000 metros cúbicos de água mensalmente. Por habitante, – é estimado entre cinco e seis m³/mês, ou seja, de cinco a seis mil litros. O número é alto, já que a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o consumo mínimo per capita de cem litros diários de água. A quantidade é suficiente para uma pessoa saciar a sede, ter uma higiene adequada e preparar os alimentos.

Com o verão mais seco e chuvas mal distribuídas, o abastecimento de água tem sido afetado no Estado de São Paulo e medidas foram implantadas para a racionalização do consumo. Tanto que moradores da região metropolitana, abastecidos pelo Sistema Cantareira, vão ser multados caso aumentem o consumo de água, com acréscimo de até 30% na conta final. Já quem economizar terá desconto. Dessa forma, o uso racional é o básico para garantir a disponibilidade de água.

No mês de janeiro de 2014, o Daae registrou aumento de 6,25% no consumo de água. Em fevereiro, alta de 3,67%. Já no mês de março, queda de 10,10%, o que demonstra que a população rio-clarense está atenta à problemática, sendo que as estações de tratamento funcionam normalmente sem risco de racionamento.“A captação dos rios Ribeirão Claro e Corumbataí estão com a vazão dentro do esperado para o período. As estações de tratamento de água (ETAs 1 e 2) estão trabalhando a plena carga e o abastecimento de água está normal”, informa o Daae.

Rio Claro é abastecida pelos rios Ribeirão Claro (40%) e Corumbataí (60%). Relatório do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) apontou, na terça-feira (22), vazão do Corumbataí eme 5,11 m³/s (32,13% abaixo) e o nível 1,37 metro (7,83% abaixo).

O Daae tem feito um trabalho com ações educativas nas escolas municipais para ampliar a conscientização pelo fim do desperdício. Embora até este momento não cogite a possibilidade de racionamento, reforça a orientação para que a comunidade evite o desperdício de água. “O uso consciente é fundamental para que o município mantenha a captação em níveis satisfatórios para o tratamento, reservação e distribuição de água tratada”, conclui em nota.

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