Cadeirantes comentam a falta de acessibilidade nas ruas

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Vivian Guilherme

De acordo com cadeirantes, apenas as faixas elevadas do Centro da cidade são adequadas para a acessibilidade em RC
De acordo com cadeirantes, apenas as faixas elevadas do Centro da cidade são adequadas para a acessibilidade em RC

A campanha desenvolvida pela ONG Mais Forte que a Deficiência, intitulada #UmDiaNaCadeiraDeRodas, tem mobilizado vários setores da sociedade. De acordo com a presidente da ONG, Carla Hoffmann de Lima, a campanha tem despertado a atenção para as rampas instaladas na cidade e que não contemplam a acessibilidade dos cadeirantes. “Em Rio Claro, das rampas instaladas apenas a faixa elevada ali na Rua 3 com a Avenida 1 é que está correta”, comenta Carla.

O advogado e cadeirante Rodolfo Sarudiansky conta que escreveu seu trabalho de conclusão de curso sobre a falta de acessibilidade na cidade. “Eu fiz há vários anos e continua a mesma coisa”, comenta.

Segundo o advogado, quem faz as rampas na cidade não tem conhecimento técnico e não há padronização. “A acessibilidade é zero. Até mesmo a questão do transporte público, sem a calçada rebaixada, não dá para subir”, aponta.

A ex-vereadora Cidinha Rodrigues conta que contabiliza mais de 350 cadeirantes na Cidade Azul. “As rampas são todas desproporcionais para os cadeirantes, sem contar a falta de respeito de quem estaciona na calçada.” Sobre a acessibilidade, Cidinha ainda destaca: “é um sonho que espero que ainda se torne realidade”.

O presidente da Apoderc, Marco Antonio Elias, ressalta ainda a falta de fiscalização das vagas para deficientes no trânsito e de rampas adequadas.

Questionada sobre as melhorias voltadas à acessibilidade de cadeirantes, a prefeitura de Rio Claro destaca que implantou em junho deste ano rampas de acessibilidade ao longo da Avenida 29. “Em 2014, a administração municipal construiu 90 rampas na região central da cidade, na área compreendida entre as avenidas 7 e 14, e da Rua 1 até a Rua 14.”

Prefeitura afirmou ainda que o município tem investido, também, na construção de faixas elevadas para travessia de pedestres. “Mais de quinze delas já foram implantadas em alguns dos principais cruzamentos do município. Os novos projetos habitacionais só são aprovados pelo município se cumprem as exigências de acessibilidade. Foi iniciado o debate, com amplo espaço para a comunidade, sobre a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, que agregará mudanças no setor de acessibilidade”, afirmou a prefeitura em nota.

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