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16/07/2013 - 13h59 Comunicar Erro E-Mail Espalhe aos amigos E-Mail
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Ex-comissionado em Rio Claro é citado em reportagem sobre bênção papal falsa

O então presidente da Assembleia de SP, Barros Munhoz, recebendo de Massarani a bênção papal falsa (Arquivo: Alesp)
O então presidente da Assembleia de SP, Barros Munhoz, recebendo de Massarani a bênção papal falsa (Arquivo: Alesp)

Figura conhecida da elite cultural rio-clarense na década de 90, Emanuel Massarani ocupou ontem o noticiário nacional. Ele é acusado de entregar a autoridades políticas, deputados e prefeitos bênçãos papais falsas, impressas numa gráfica da Alameda Jaú, em São Paulo. De acordo com a Folha de S.Paulo, além do então presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz (PSDB), “prefeitos e outras autoridades também receberam bênçãos falsas das mãos do mesmo homem: Emanuel von Laurenstein, um senhor de 78 anos que, com gravata borboleta e crucifixo na lapela, circula à vontade pela Assembleia Legislativa há pelo menos oito anos”. Massarani atuou em Rio Claro entre 1993-94, esteve ligado ao Governo do Estado até a morte do governador Mário Covas (2001), com influência na administração do antigo Horto Florestal, agora Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, principalmente no Museu do Eucalipto.


Próximo à então primeira-dama do Estado, Lila Covas, o adido cultural encampou vários projetos na cidade, entre eles os “Armazéns Culturais” junto com a Secretaria Municipal de Cultura, na administração Nevoeiro Júnior. Em 2001, o governador Geraldo Alckmin acabou com a pasta e Massarani foi para a Assembleia de SP. Ele diz “não entender como as bênçãos que distribui podem ser falsas. Tenho um contato em Roma. Vou falar com ele. Para mim, eram todas verdadeiras”, disse à Folha.


De acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia, três atos da mesa diretora possibilitaram a criação da Superintendência. O primeiro criou o Museu de Arte do Patrimônio do Estado de São Paulo, que une o Acervo Artístico e o Museu da Escultura ao Ar Livre, formados a partir de doações de artistas. O segundo ato instituiu a Superintendência do Patrimônio Cultural da Assembleia Legislativa, com função de receber, avaliar, conservar e custodiar as obras. Este ato fixou o número mínimo de servidores que trabalhariam na superintendência e garantiu espaço nos veículos de comunicação da Assembleia para a divulgação do Museu. Finalmente, o terceiro ato da mesa designou Massarani para exercer em caráter honorífico, sem pagamento de salário, a função de superintendente. Hoje, a Assembleia Legislativa tem um acervo de cerca 1.000 obras catalogadas, inclusive de autores como Romero Brito, Maria Bonomi e Emmanoel Araújo.


Foi instaurada uma apuração preliminar para apurar possíveis irregularidades. Se comprovadas, ele será destituído do cargo.




Esta é uma reprodução da notícia publicada na edição impressa do Jornal Cidade
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