UBER: projetos conflitam em sessão da Câmara

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Carine Corrêa

Como já havia antecipado o JC, deu entrada na sessão dessa segunda-feira (11) o projeto de lei que regulamenta o Uber em Rio Claro, articulado em conjunto por taxistas e pró-uberistas.

No entanto, em abril deste ano, o vereador Luciano do Bonsucesso (PR) havia apresentado propositura similar de nº 56/2017 para regulamentar o transporte privado individual de passageiros, como o Uber e o Cabify.

Antes da votação do PL 56, a sessão foi interrompida pela presidência da Casa de Leis. Após voltarem do intervalo, foi aprovado o pedido de vistas de sete dias da propositura de Luciano. Para defender a pauta de Luciano Feitosa, a subsede da Gaviões da Fiel em Rio Claro fez o uso da Tribuna Livre, bem como o vereador de São Paulo Fernando Holiday, assim como Arthur do Val, criador do canal “Mamãe, Falei”, ambos do Movimento Brasil Livre (MBL).

Os dois últimos citados fizeram o uso da Tribuna para apoiar o projeto articulado em conjunto por taxistas e pró-uberistas, de autoria dos parlamentares Rafael Andreeta (PTB), Pereira (PTB), Hernani Leonhardt (PMDB), Carol Gomes (PSDB), Yves Carbinatti (PPS) e o presidente da Câmara André Godoy (DEM).

Segundo apurado pelo JC, inicialmente o PL 56/2017 teria o pedido de vistas de 180 dias. No entanto, foi adiado por sete a pedido do presidente da Casa, de acordo com informações do gabinete de Luciano.

“Primeiro eu gostaria de iniciar minha fala parabenizando a vereadora Carol Gomes e todos os outros vereadores que são autores do projeto que procura regulamentar o Uber na cidade. Acredito que Rio Claro com esse projeto seguirá no caminho da liberdade e não na contramão do que a sociedade deseja e do que o próprio Brasil em diversas cidades vem caminhando ao liberar os aplicativos de transporte para que possam concorrer juntamente com os taxistas”, disse Holiday na tribuna.

“Tomamos conhecimento do PL 56. Constatamos que o PL faz toda uma ligação com a lei federal, assinada inclusiva pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia”, defendeu Luciano, o líder da Gaviões, Rafael do Prado.

Sindicato dos Taxistas

Também ocupou a Tribuna de Honra da sessão dessa segunda, representando o Sindicato dos Taxistas, Gilvon Barbosa. “O projeto apresentado pelos seis vereadores foi um consenso. O projeto do Luciano não foi um consenso. Ele não nos procurou, simplesmente apresentou. O projeto em conjunto, não o sonho de nenhum dos lados, mas, pelo menos acaba com essa ‘briga’ entre as partes”, disse ao JC.

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3 comentários

  1. Véio quem ganha dinheiro com Uber é o dono do aplicativo !!! Para quem está desempregado…pode ser uma solução momentânea…mas o Uber é só por na ponta do lápis…com o dinheiro que o motorista fizer no uber ele não conseguirá trocar os pneus do carro…e nem trocar o carro quando necessário….não terá caixa !
    O taxi custa caro pois tem que pagar todos os custos reais do veículo e o salário do motorista…o Taxi é caro graças aos impostos que o governo cobra !!!! O Grande vilão dessa história toda são os Impostos ! Impostos sobre tudo…peças automotivas, seguros,etc..imposto sobre imposto…e assim vai…. tudo isso para sustentar a Corrupção !!!! E em quanto isso o dono do Uber ganha os centavos nas costas dos coitados dos motoristas dos ubers no mundo inteiro…ferra os taxistas, que são profissionais homologados, que pagam impostos e suam para ganhar um salário meia boca !

  2. Tomara que prevaleça o bom senso e cheguem a um acordo com o UBER e outros aplicativos, afinal essa é a tendência para um mundo moderno onde os interesses do povo prevalece acima de interesses de certos grupos. Estamos cansados de ver políticos de costas para o povo. O aplicativo é uma forma de popularizar o uso de táxi que até agora se restringe a uma parte da população, sendo assim mais usuários irão aparecer e teremos com isso mais pessoas trabalhando o que ajuda a economia da cidade. Rio Claro não pode ficar para trás.

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