Juninho estuda terreno para Hospital Público

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Carine Corrêa

No último sábado (11), o prefeito João Teixeira Júnior, o Juninho da Padaria, esteve reunido com os integrantes do ‘Movimento Pró-Hospital’, que objetiva a criação de um hospital público em Rio Claro para atender à demanda regional de pacientes.

Em entrevista ao JC nessa terça-feira (14), Juninho sinalizou positivamente para doação de terreno destinado à construção do hospital público. “Estamos fazendo um estudo do terreno que será cedido ao movimento. Importante ressaltar que da nossa parte faremos a doação, mas ainda têm todos os trâmites jurídicos que precisam ser analisados. É preciso enfatizar também que a saúde é prioridade na nossa gestão, mas tem a questão orçamentária do município. Hoje Rio Claro não dispõe de orçamento para construir o prédio e para manutenção do hospital, mas é garantia da administração avaliar um espaço para abrigá-lo”, ressaltou o prefeito. O democrata frisou ainda que o projeto está sendo discutido com os prefeitos da região: “Não depende apenas da articulação política, precisa-se levar em consideração a parte financeira”, reforçou.

Na entrevista, Juninho ainda revelou que a administração esforça-se atualmente para credenciar a UPA do Cervezão e planeja para que a unidade seja utilizada futuramente como hospital de apoio: “São várias ações que estamos estudando com o objetivo de assistir a população”, disse.

Monumento

O Movimento Pró-Hospital inaugurou em 2015, na Igreja Matriz, um monumento que contabiliza os dias da omissão das autoridades em relação ao hospital público. “Há dois anos estamos cobrando as autoridades para construção desse hospital. Esperamos em breve um sinal do prefeito sobre o terreno, mas sabemos também que é um projeto que envolve outras esferas. As atuais unidades de saúde pública e a Santa Casa não são suficientes para atender à demanda de pacientes. São milhares na fila esperando por cirurgias e exames”, comentou ao JC o padre Cândido Aparecido Mariano, da Igreja Bom Jesus.

R$ 6 milhões

Quase 37 mil pessoas aguardam a vez para serem atendidas no setor de saúde pública do município. Segundo informações apuradas pelo JC, para atender à demanda, o município terá que despender cerca de R$ 6 milhões: “Esta é a herança que encontramos, uma situação absurda, que demonstra como era tratada a saúde da população”, afirmou o prefeito quando a fila de espera foi divulgada.

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